A vereadora por Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), encerrou as especulações sobre uma possível posse temporária como deputada estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A parlamentar optou por manter seu mandato na Câmara Municipal, citando a falta de segurança jurídica necessária para realizar a transição sem colocar em risco sua permanência no cargo atual.
Insegurança jurídica trava mudanças no regimento
A intenção inicial do partido era permitir que vereadores assumissem cargos no Legislativo estadual, federal ou secretarias de Estado sem a necessidade de renúncia ao mandato original. A proposta visava fortalecer a pré-candidatura de aliados para as próximas eleições, mas encontrou barreiras técnicas significativas.
Após consultas formais, a Procuradoria da Câmara, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e o Tribunal de Justiça (TJMT) emitiram pareceres que desaconselharam a manobra. Segundo a vereadora, a Procuradoria da Casa foi enfática ao alertar que a movimentação poderia resultar na perda do mandato de vereadora, criando um cenário de instabilidade política.
Proteção do mandato e foco no futuro político
A decisão de Maysa Leão foi pautada pela necessidade de salvaguardar sua atuação parlamentar. A vereadora destacou que, diante dos riscos de questionamentos judiciais por parte de adversários políticos, a permanência na Câmara Municipal é a alternativa mais segura e prudente no momento.
A parlamentar reforçou que, caso venha a integrar a Assembleia Legislativa no futuro, o objetivo é que isso ocorra por meio do voto direto da população e de forma definitiva, evitando artifícios de suplência que possam gerar contestações jurídicas. A postura reflete uma estratégia de longo prazo para consolidar sua carreira política no estado.
Desafios na chapa eleitoral do Republicanos
Além das questões jurídicas, o cenário partidário também influencia as decisões da vereadora. Maysa Leão expressou descontentamento com a composição atual do Republicanos, que recebeu lideranças com mandato, como os deputados Paulo Araújo e Dr. Eugênio, somando-se a outros nomes como Diego Guimarães, Valmir Moretto e Nininho.
A vereadora classificou a configuração da chapa como uma disputa extremamente acirrada, frequentemente referida como “chapa da morte”. Apesar do convite do partido para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, ela mantém o foco em um projeto definitivo para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, priorizando a construção de uma base sólida para os próximos pleitos.
Fonte: rdnews.com.br


