ANP prorroga flexibilização de estoques de combustíveis para conter preços

dois meses, até 30 de junho, a flexibilização para que produtores e distribuidor

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estendeu por mais dois meses a flexibilização que desobriga produtores e distribuidores de manterem estoques mínimos de gasolina e óleo diesel. A medida, que agora vigora até o dia 30 de junho, busca garantir o abastecimento nacional e mitigar a pressão sobre os preços dos derivados de petróleo no mercado interno.

Contexto da medida e estratégia de abastecimento

A decisão de manter a flexibilização visa aproximar os estoques da ponta de consumo, ampliando a fluidez do suprimento. Ao eliminar a obrigatoriedade de retenção de estoques semanais médios, conforme estabelecido pela Resolução 949/2023, a agência permite que um volume maior de combustível seja ofertado diretamente ao mercado consumidor. A estratégia busca reduzir a pressão de demanda sobre os derivados e, consequentemente, frear o impulso de alta nos preços nas bombas.

Impactos do conflito no Irã sobre o mercado global

A medida excepcional responde diretamente à instabilidade gerada pela guerra no Irã, iniciada após ataques em 28 de fevereiro. O conflito provocou interrupções críticas no Estreito de Ormuz, uma rota vital por onde transitava cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Como retaliação, o bloqueio dessa passagem marítima restringiu a logística global, elevando o preço do barril do tipo Brent de aproximadamente US$ 70 para picos de US$ 120, estabilizando-se recentemente em torno de US$ 100.

Dependência externa e desafios para o Brasil

Como o petróleo é uma commodity precificada internacionalmente, a escassez global impacta diretamente o Brasil, mesmo sendo um país produtor. A situação é agravada pela dependência de importações, especialmente no caso do diesel, onde o país adquire cerca de 30% do que é consumido internamente. Além da flexibilização dos estoques, o governo federal tem adotado outras frentes de ação, incluindo a isenção de tributos e a concessão de subsídios a produtores e importadores, visando proteger o consumidor final da volatilidade dos preços internacionais.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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