O impasse sobre o ICMS e o impacto nacional
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou críticas contundentes à postura do governo de Rondônia em relação à política de redução do ICMS sobre o diesel. A medida, articulada pelo governo federal, busca mitigar os efeitos da alta dos combustíveis no Brasil, cenário agravado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação, o titular da pasta classificou a resistência do estado como uma decisão de cunho político. Segundo o ministro, a recusa ignora o esforço coletivo que vem sendo realizado por outras unidades da federação para proteger o poder de compra da população.
Argumentos técnicos versus motivação política
Para o governo federal, a justificativa técnica para a adesão ao plano é robusta, dado que a maioria dos estados brasileiros, inclusive aqueles geridos por opositores da atual gestão, optou por aderir à proposta. O ministro ressaltou que a falta de adesão de Rondônia destoa do consenso nacional alcançado até o momento.
O governo argumenta que, se houvesse um impedimento técnico real, outros 26 estados teriam apresentado ressalvas semelhantes. A ausência de tais questionamentos por parte dos demais governadores reforça, na visão da Fazenda, a tese de que a decisão do governo estadual rondoniense é estritamente política.
Impacto logístico e econômico em Rondônia
Um ponto central na crítica de Dario Durigan é a vulnerabilidade econômica específica de Rondônia. Por possuir uma economia fortemente dependente do transporte rodoviário, o estado é um dos mais expostos às oscilações de preços do diesel, o que torna a redução do imposto uma ferramenta estratégica para o controle da inflação local.
O ministro pontuou que a recusa em participar do ajuste prejudica, em última instância, os próprios cidadãos e o setor produtivo do estado. Ao ignorar a medida, o governo estadual, liderado pelo governador Coronel Marcos Rocha, mantém um custo logístico elevado que pode refletir diretamente no preço final de produtos e serviços essenciais para a população rondoniense.
Perspectivas e medidas alternativas
Diante do cenário de impasse, o ministro da Fazenda indicou que o caso será levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é avaliar a viabilidade de medidas alternativas que possam ser implementadas para proteger os consumidores locais, independentemente da adesão do governo estadual ao pacto nacional.
A situação permanece monitorada pela equipe econômica, que busca alternativas para contornar a resistência política. Enquanto isso, o governo federal reforça que a prioridade é garantir a estabilidade dos preços dos combustíveis em todo o território nacional, conforme detalhado pela Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


