Calamidade pública na Paraíba: governo mobiliza força-tarefa após chuvas intensas

meio de rodízio, entre eles Valentina, Manaíra, Jardim Oceania, Aeroclube e Bess

Calamidade pública na Paraíba devido às chuvas

O estado da Paraíba enfrenta uma situação crítica após ser atingido por fortes chuvas desde a última sexta-feira (1º). Diante da gravidade dos impactos, o governador Lucas Ribeiro decretou estado de calamidade pública, medida que visa agilizar a resposta governamental e facilitar o acesso a recursos federais para o suporte às populações atingidas.

De acordo com dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, mais de 16 mil pessoas foram afetadas pelo temporal. O cenário atual registra duas mortes confirmadas, além de centenas de cidadãos que perderam suas casas ou precisaram deixar seus lares temporariamente.

Resposta emergencial e atuação da Defesa Civil

A partir deste domingo (3), técnicos da Defesa Civil Nacional iniciaram o trabalho de campo para auxiliar na reconstrução das áreas mais prejudicadas. O governo estadual organizou uma força-tarefa composta por 746 militares, que utilizam viaturas, embarcações e aeronaves para realizar resgates e prestar assistência direta aos moradores.

O Corpo de Bombeiros tem desempenhado um papel central na operação, contabilizando até o momento 390 atendimentos, entre ocorrências diretas e ações assistenciais. Até agora, 306 pessoas foram resgatadas com sucesso pelas equipes de socorro em diversas cidades do estado.

Impactos na infraestrutura e abastecimento de água

A infraestrutura urbana sofreu danos significativos, com destaque para o sistema de distribuição de água na Grande João Pessoa. A Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) informou que, embora os sistemas Marés e Translitorânea operem, o fornecimento está limitado a 50% da capacidade total.

Para mitigar a falta de água, o governo implementou um sistema de rodízio em bairros estratégicos da capital, como Valentina, Manaíra, Jardim Oceania, Aeroclube e Bessa. A previsão técnica é que a operação da unidade afetada seja retomada até o final do dia, com a normalização gradual do serviço prevista para a segunda-feira (4).

Monitoramento de riscos e saúde pública

Além dos danos estruturais, as autoridades estão em alerta máximo para os riscos à saúde pública. O monitoramento sanitário foi intensificado para prevenir a propagação de doenças frequentemente associadas a enchentes, como a leptospirose e enfermidades diarreicas.

A Defesa Civil mantém um alerta laranja ativo para o litoral da Paraíba e de Pernambuco, indicando alto risco de novos alagamentos e deslizamentos de terra. Atualmente, existem 45 avisos vigentes, com atenção redobrada para as regiões da Mata Paraibana, Agreste e Borborema.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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