A ofensiva contra o esquema financeiro do PCC
A Polícia Civil de São Paulo, em uma ação coordenada com o Ministério Público, deflagrou nesta sexta-feira (8) a Operação Caronte. O objetivo central da força-tarefa é desarticular um complexo esquema de lavagem de dinheiro que estaria sendo operado por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A investigação aponta que o grupo utilizava empresas de fachada para ocultar a origem ilícita de recursos. O dinheiro, proveniente majoritariamente do tráfico de drogas e outras atividades criminosas, era movimentado através de sócios conhecidos como laranjas, conferindo uma aparência de legalidade aos valores obtidos ilegalmente.
Abrangência da operação e alvos estratégicos
Os agentes cumprem 11 mandados de busca e apreensão distribuídos por oito municípios do estado de São Paulo. As cidades incluídas na operação são Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.
As autoridades identificaram movimentações financeiras que destoam completamente das rendas declaradas pelos investigados. Segundo a Agência Brasil, o esquema envolvia empresas do setor de transportes e até mesmo uma organização ligada ao ramo de rodeios para mascarar o fluxo de capitais.
Bloqueio de bens e histórico criminal
O impacto financeiro da operação é significativo. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias dos envolvidos. Além disso, foram apreendidos caminhões, automóveis, valores em espécie e diversos animais, incluindo bois e cavalos, que estariam vinculados ao patrimônio da organização.
Um dos alvos da operação possui um histórico de alta periculosidade. Conforme informações da Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o indivíduo já havia sido preso preventivamente no ano anterior, sob a suspeita de participar de um plano da facção para assassinar um promotor de Justiça.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


