Petrobras prioriza aumento de produção para conter impacto de guerra nos preços

causa da guerra no Oriente Médio. Segundo a presidente da estatal, Magda Chambri

Petrobras prioriza aumento de produção para conter impacto de guerra nos preços

A Petrobras descartou a realização de mudanças abruptas na política de preços dos combustíveis no Brasil, mesmo diante da escalada das cotações do petróleo no mercado internacional. A instabilidade, provocada pelo conflito no Oriente Médio, tem pressionado o valor da commodity, mas a estatal aposta no incremento da produção interna como estratégia principal para assegurar a estabilidade energética do país.

A presidente da empresa, Magda Chambriard, reforçou que o foco atual é ampliar a oferta de derivados. Segundo a executiva, essa medida tem se mostrado fundamental desde março, quando as condições geopolíticas se agravaram devido à situação envolvendo o Irã. O objetivo central é evitar repasses imediatos de volatilidade ao consumidor final brasileiro.

Estratégia de mercado e concorrência com etanol

Ao abordar a situação específica da gasolina, Magda Chambriard destacou que a companhia monitora constantemente o cenário competitivo. A existência de uma frota de veículos flex no Brasil permite que o consumidor opte pelo combustível mais vantajoso no posto, o que influencia diretamente as decisões da estatal. A recente queda no preço do etanol tem servido como um contrapeso importante nesse mercado.

A diretora de Logística, Comercialização e Mercados, Angelica Laureano, esclareceu que possíveis ajustes de preços não estão condicionados à tramitação do PLP 67/2026 no Senado. Embora o projeto possa auxiliar na mitigação de custos para o mercado, a empresa mantém uma avaliação técnica constante e considera que, no momento, o equilíbrio de preços está preservado.

Desempenho operacional e recordes de produção

A estatal apresentou resultados operacionais robustos no primeiro trimestre de 2026, impulsionados por um recorde na extração de óleo e gás. A produção superou em 16,1% o volume registrado no mesmo período do ano anterior. Além disso, o Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias atingiu patamares superiores a 100%, o maior nível registrado desde dezembro de 2014.

Esse desempenho é sustentado por investimentos contínuos na confiabilidade das estruturas e por um cronograma estratégico que prevê baixa incidência de manutenções programadas ao longo de 2026. A capacidade operacional elevada é um dos pilares que permitem à Petrobras atender à demanda interna com maior autonomia.

Resultados financeiros e perspectivas

No campo financeiro, a companhia registrou um lucro de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, valor que representa mais que o dobro do resultado obtido no último trimestre de 2025. Embora o lucro tenha apresentado um recuo de 7,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, a administração atribui a variação a efeitos cambiais que não impactam o caixa da empresa.

A Petrobras também reportou investimentos de R$ 26,8 bilhões, uma expansão de 25,6% frente ao início de 2025. A dívida da estatal encontra-se em US$ 71,2 bilhões, mantendo-se dentro dos limites estabelecidos pelo plano de negócios 2026-2030. A empresa projeta que o aumento recente nos preços do petróleo, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, deve ser refletido de forma mais clara nas receitas de exportação a partir do segundo trimestre, conforme dados da Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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