Bolsa cai com tensões no Oriente Médio enquanto dólar mantém estabilidade

ações sensíveis aos juros, diante do temor de que a alta do petróleo possa dific

O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana sob forte influência do cenário geopolítico global. Nesta segunda-feira (11), o índice Ibovespa, principal termômetro da B3, encerrou o pregão com queda de 1,19%, atingindo os 181.908 pontos. Este resultado representa o menor fechamento registrado desde 27 de março, refletindo a cautela generalizada dos investidores diante do agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Impacto da geopolítica nos ativos brasileiros

A instabilidade no Oriente Médio gerou um movimento de aversão ao risco que penalizou especialmente as empresas mais sensíveis às variações dos juros. O temor de que a escalada dos conflitos internacionais possa pressionar a inflação global e, consequentemente, dificultar o ciclo de cortes na taxa Selic, afastou o otimismo do mercado acionário local. Além disso, o fluxo de saída de recursos estrangeiros da bolsa brasileira, observado nos primeiros pregões de maio, contribuiu para a pressão vendedora.

Oscilações no mercado de câmbio

Em contrapartida ao desempenho negativo das ações, o dólar à vista manteve uma postura de estabilidade, encerrando o dia cotado a R$ 4,891, com uma leve baixa de 0,10%. Este patamar representa o menor valor observado desde 15 de janeiro de 2024. A resiliência da moeda estadunidense no Brasil, mesmo em um dia de tensões, foi sustentada pelo diferencial de juros entre o país e os Estados Unidos, que ainda atrai capital estrangeiro.

Pressão inflacionária e alta do petróleo

O impasse diplomático entre as potências globais impulsionou o preço das commodities energéticas. O barril do tipo Brent, que serve como referência para a Petrobras, registrou alta de 2,88%, fechando a US$ 104,21. O petróleo WTI, do Texas, acompanhou o movimento com valorização de 2,78%, cotado a US$ 98,07. Essa elevação reforça as preocupações com a inflação, complicando o planejamento de política monetária de diversos bancos centrais.

Incertezas sobre o conflito internacional

O cenário de incerteza foi agravado após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar a proposta iraniana para o encerramento do conflito, classificando-a como inaceitável. Com o cessar-fogo sob risco e autoridades iranianas sinalizando prontidão para novos embates, o mercado permanece em estado de alerta. A ausência de liquidez e a cautela nas apostas refletem a dificuldade dos agentes financeiros em precificar os desdobramentos dessa crise global.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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