A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14), a 6ª fase da Operação Compliance Zero. Entre os alvos da ação está o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A operação, que conta com desdobramentos significativos, também atingiu agentes da própria corporação, elevando a gravidade das investigações sobre o esquema criminoso.
Investigações sobre organização criminosa e crimes cibernéticos
O foco central desta etapa da investigação é o aprofundamento das apurações sobre uma organização criminosa estruturada para atuar por meio de intimidação e coerção. Segundo informações oficiais da Polícia Federal, o grupo é suspeito de obter informações sigilosas de forma ilícita e realizar invasões a dispositivos informáticos.
As autoridades buscam desmantelar um ecossistema de crimes que envolve, além da invasão de sistemas, a prática de ameaça e corrupção. A complexidade do caso exige uma análise minuciosa de dados digitais e financeiros, elementos que têm sido cruciais para o avanço das fases anteriores da operação.
Mandados judiciais e abrangência geográfica
A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mobilizou um efetivo considerável para o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão. As diligências estão sendo executadas simultaneamente em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou medidas cautelares rigorosas. Entre elas, destacam-se o afastamento de investigados de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens, visando impedir a dissipação de patrimônio obtido supostamente por meio de atividades ilícitas.
Histórico e desdobramentos da Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero tem apresentado uma série de fases sucessivas que revelam uma rede de corrupção e lavagem de dinheiro de grande escala. Nas etapas anteriores, figuras de relevo no cenário político e financeiro foram citadas ou detidas, incluindo o senador Ciro Nogueira e o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa.
O volume de bens bloqueados pela justiça impressiona, atingindo o limite de R$ 27,7 bilhões. Esse montante reflete a magnitude da estrutura financeira que a Polícia Federal e o Ministério Público tentam desarticular, consolidando a operação como uma das mais expressivas no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro no país.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

