Ibovespa recua 2% e atinge menor patamar desde março em dia de instabilidade

ário entre Washington e Teerã para interromper o conflito no Oriente Médio reduz

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira (7) sob um clima de acentuada aversão ao risco. O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, registrou um recuo de 2,38%, fechando aos 183.218 pontos. Este resultado marca o menor nível atingido pelo indicador desde o dia 30 de março, refletindo um cenário de incertezas globais e pressões internas.

Impacto do petróleo e incertezas geopolíticas

A queda expressiva do Ibovespa foi impulsionada, em grande parte, pelo recuo dos preços do petróleo no mercado internacional. A possibilidade de um acordo temporário entre Washington e Teerã para interromper o conflito no Oriente Médio reduziu os temores sobre o abastecimento global, o que impactou diretamente as ações de petroleiras, incluindo a Petrobras, que possui o maior peso na composição do índice.

Além da commodity, o mercado reagiu negativamente aos balanços corporativos. A queda nos lucros de grandes empresas dos setores financeiro e de energia contribuiu para a pressão vendedora ao longo do pregão, que movimentou um volume financeiro de R$ 32,08 bilhões. O índice S&P 500, em Nova York, também acompanhou a tendência de baixa, fechando em queda de 0,38%.

Oscilação do dólar e diplomacia

O dólar comercial apresentou uma trajetória de volatilidade moderada, encerrando o dia praticamente estável, com leve alta de 0,05%, cotado a R$ 4,923. A moeda norte-americana oscilou conforme o fluxo de notícias sobre as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Embora tenha atingido a mínima de R$ 4,89 pela manhã, a divisa recuperou força à tarde diante de incertezas sobre o controle do Estreito de Ormuz.

No campo político, investidores monitoraram a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos para um encontro com Donald Trump. As discussões, que abordaram temas como comércio e tarifas, foram classificadas por Trump como positivas, embora o cenário externo de conflito tenha mantido a cautela predominante nas mesas de operação.

Dinâmica dos preços das commodities

Os contratos internacionais de petróleo encerraram o dia com quedas após um pregão marcado por forte instabilidade. O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, recuou 1,19%, sendo cotado a US$ 100,06. Já o petróleo tipo WTI, negociado nos Estados Unidos, fechou em US$ 94,81, uma queda de 0,28%.

A volatilidade foi alimentada por informações desencontradas sobre a retomada de escoltas navais no Estreito de Ormuz. Enquanto o governo iraniano avalia propostas para o fim do conflito, a região permanece sob vigilância, mantendo o mercado de energia em alerta constante quanto aos fluxos de exportação global.

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