Dor crônica ganha dia nacional de conscientização e novas diretrizes no SUS

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma nova legislação publicada recentemente estabelece o dia 5 de julho como o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica. A medida visa dar maior visibilidade a uma condição que impacta milhões de brasileiros, além de definir diretrizes fundamentais para a assistência prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A norma reforça o compromisso do Estado com o atendimento integral aos pacientes. Entre os pontos centrais da lei, destaca-se a obrigatoriedade de fornecer orientações claras e prévias sobre os riscos e os potenciais efeitos adversos associados aos tratamentos prescritos, garantindo maior transparência e segurança para quem busca auxílio na rede pública.

Diretrizes e assistência no Sistema Único de Saúde

O foco da nova política pública é assegurar que o paciente tenha acesso a um acompanhamento contínuo e qualificado. A legislação busca integrar o cuidado, permitindo que o SUS ofereça suporte mais eficiente para o manejo clínico da dor, que é caracterizada, segundo a Associação Internacional para o Estudo da Dor, por quadros persistentes com duração superior a 30 dias.

A estrutura de atendimento deve ser pautada pela humanização e pela multidisciplinaridade. O objetivo é que as unidades de saúde não apenas tratem o sintoma, mas compreendam o impacto biopsicossocial da condição na vida do cidadão, promovendo uma abordagem que considere as particularidades de cada caso.

Mobilização social e campanhas de conscientização

A partir de agora, o dia 5 de julho será marcado pela cor verde, símbolo escolhido para representar a causa. A data servirá como um marco anual para que o Poder Público promova ações de conscientização, combatendo o estigma que muitas vezes cerca os pacientes que convivem com dores persistentes.

Essas campanhas visam educar a população sobre as opções terapêuticas disponíveis e incentivar a busca por diagnóstico precoce. A iniciativa é um passo importante para que gestores de saúde priorizem o tema em suas agendas, garantindo que a dor crônica seja tratada como uma questão de saúde pública prioritária.

Desafio de saúde pública no Brasil

A dimensão do problema é vasta, com estimativas apontando que cerca de 60 milhões de pessoas sofram com dores crônicas no país. O reconhecimento legal da data é um reflexo da necessidade de fortalecer as políticas públicas voltadas ao diagnóstico e ao acompanhamento de longo prazo.

Ao institucionalizar o enfrentamento da dor, o governo busca reduzir as barreiras de acesso ao tratamento. A expectativa é que o fortalecimento das diretrizes resulte em uma melhoria significativa na qualidade de vida dos pacientes, oferecendo caminhos mais claros para o controle da dor e a reabilitação funcional.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Recentes

Compartilhe como preferir

Copiar Link
WhatsApp
Facebook
Email