Histórico de violência marca passado de pai que assassinou a filha em Várzea Grande

Antecedentes de violência e o ataque contra a mãe

O assassinato de Olga Beatriz Santos, de doze anos, chocou a comunidade de Várzea Grande, revelando um passado marcado por brutalidade. O autor do crime, Claudinei da Silva, já possuía um histórico de agressões contra a mãe da vítima. Em 2018, o homem tentou matar a então companheira a facadas e chegou a fazer a própria filha, na época com quatro anos, refém durante o episódio violento.

Segundo relatos da defesa da mãe da criança, a advogada Dayane Cristina, o agressor exercia forte pressão psicológica e controle sobre a vítima. O ataque anterior ocorreu quando ele tentava forçar a mulher a pedir demissão de seu emprego. Mesmo diante do trauma e da existência de uma medida protetiva, o agressor buscou reaproximação com a família após cumprir pena por seus atos passados.

A dinâmica do crime e a convivência familiar

No último domingo, 07 de junho de 2026, a tragédia se concretizou após uma confraternização. Olga Beatriz Santos havia passado o dia com o pai para conhecer o avô paterno pela primeira vez. Após retornarem de um clube, o homem, que teria consumido bebidas alcoólicas, atacou a menina dentro de sua residência.

A motivação do crime, segundo as investigações iniciais, estaria ligada a um sentimento de posse que o pai nutria em relação à filha. O delegado Nilson Farias, da DHPP, destacou que o agressor interpretou interações sociais da criança como uma perda de controle, o que desencadeou a violência fatal. A família ainda tentou socorrer a menina, levando-a ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas ela não resistiu aos ferimentos.

Investigação e o contraditório sobre as motivações

Após o crime, Claudinei da Silva apresentou-se à Delegacia da Mulher e confessou o ato. Atualmente, ele permanece sob custódia enquanto as autoridades aguardam os resultados dos exames periciais da Politec. O caso segue sob investigação rigorosa para determinar todas as circunstâncias que levaram à morte da criança.

Existe um ponto de divergência importante entre a versão apresentada pela polícia e a defesa da família materna. Enquanto a investigação aponta para uma motivação baseada em mensagens de celular, a defesa nega que a criança possuísse aparelho telefônico, ressaltando que Olga ainda mantinha hábitos infantis. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas no portal Olhar Direto.

Fonte: olhardireto.com.br

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