Manutenção da prisão preventiva e decisão judicial
O médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello teve sua prisão preventiva mantida por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O réu, acusado de assassinar sua namorada, Kethlyn Vitória da Silva, de 15 anos, foi pronunciado ao Tribunal do Júri. A decisão foi proferida pelo desembargador Lídio Modesto da Silva, que negou o pedido de liberdade provisória solicitado pela defesa.
A defesa do médico argumentava a existência de excesso de prazo na custódia e alegava condições pessoais favoráveis, além de citar a superlotação do sistema prisional. No entanto, o magistrado destacou que não foram apresentadas provas documentais suficientes que comprovassem o constrangimento ilegal ou os prejuízos específicos alegados, mantendo a medida cautelar em vigor.
Contexto do crime e a versão do acusado
O caso ocorreu em maio de 2025, no município de Guarantã do Norte. Segundo o depoimento prestado pelo acusado, o disparo que vitimou a adolescente teria sido acidental. O médico relatou que, após um passeio, a jovem teria pedido para dirigir e, ao se acomodar em seu colo, o manuseio da arma de fogo resultou no tiro fatal.
Após o incidente, Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello levou a vítima ao hospital, onde a equipe médica tentou manobras de reanimação por 40 minutos, sem sucesso. O réu, em estado de choque, causou danos à estrutura da unidade de saúde antes de fugir. Posteriormente, ele se apresentou à Polícia Civil na Base Aérea do Cachimbo, no Pará, e indicou o local onde havia descartado a arma do crime, sob uma ponte.
Investigações e desdobramentos jurídicos
Embora a defesa sustente a tese de disparo acidental, o Tribunal de Justiça reformou a decisão de primeira instância, que inicialmente classificava o ato como culposo. Agora, o médico responderá por homicídio doloso, quando há intenção ou assunção do risco de matar. O caso é acompanhado pelo delegado Waner Neves, que conduz as investigações sobre a dinâmica do relacionamento.
Além da acusação de homicídio, as autoridades apuram se houve crime de estupro de vulnerável, considerando o histórico de idade da vítima. O processo ganha contornos mais complexos devido à existência de uma medida protetiva de urgência anterior, solicitada por uma ex-companheira do médico em 2022. Para mais detalhes sobre o andamento processual, consulte o Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Fonte: olhardireto.com.br


