Flávia Moretti minimiza apuração do TRE sobre vídeo de marido com dinheiro

Posicionamento oficial sobre a investigação do TRE

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, manifestou tranquilidade diante da decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) de investigar o conteúdo de um vídeo em que seu marido, Carlos Alberto de Araújo, aparece manuseando maços de dinheiro em espécie. A gestora afirmou publicamente que não teme os desdobramentos do processo, sustentando que a conduta não configura qualquer ilícito penal ou eleitoral.

Para a prefeita, o episódio é interpretado como uma manobra articulada por setores da oposição contra sua administração. Flávia Moretti reforçou que a apuração é um procedimento natural e que, ao final do processo, a inexistência de irregularidades será confirmada pelas autoridades competentes.

Contexto da ação judicial e denúncias

A determinação do TRE-MT surge no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movida pelos partidos União Brasil e MDB. A peça processual aponta supostos abusos de poder econômico, prática de caixa dois e inconsistências na prestação de contas durante o pleito de 2024.

Embora o tribunal tenha indeferido o pedido de cassação e mantido a prefeita no cargo, os magistrados decidiram encaminhar os fatos novos ao Ministério Público. O objetivo é aprofundar a análise sobre a origem dos valores e a legalidade dos pagamentos realizados durante a campanha eleitoral.

Análise de contratos e pagamentos da campanha

Além da análise do vídeo, a investigação foca em contratos firmados com colaboradores da campanha, incluindo fiscais e coordenadores. Depoimentos colhidos pela Polícia Federal indicam que parte da equipe teria recebido pagamentos em espécie, com valores divergentes dos montantes estabelecidos nos contratos formais.

Em resposta à repercussão, Carlos Alberto de Araújo divulgou nota oficial questionando a autenticidade das imagens. Ele argumentou que não é possível confirmar com precisão se a pessoa no vídeo é ele e sugeriu que, caso a imagem seja legítima, o registro seria antigo, sem vínculo com o período eleitoral ou com sua rotina atual.

Histórico administrativo e desdobramentos

O caso ganha contornos de complexidade devido ao histórico de Carlos Alberto de Araújo na gestão municipal. Ele chegou a ocupar o cargo de secretário de Assuntos Estratégicos no início do mandato de Flávia Moretti, mas deixou a função em fevereiro de 2026, após uma decisão judicial que vetou a permanência de parentes em cargos públicos, fundamentada na vedação ao nepotismo.

A situação segue sob análise dos órgãos de controle, que devem verificar se os pagamentos citados nas denúncias possuem lastro financeiro e se houve violação das normas de transparência eleitoral. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas pelo portal TRE-MT.

Fonte: olhardireto.com.br

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