A capital de Mato Grosso enfrenta um desafio ambiental crescente, marcado pela perda significativa de sua cobertura vegetal nas últimas décadas. Dados recentes de uma pesquisa conduzida pelo curso de Engenharia Florestal em Ciências Florestais e Ambientais da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) revelam que a área urbana de Cuiabá conta atualmente com apenas 26% de arborização. O cenário reflete um processo de degradação contínuo que tem transformado a paisagem urbana da região.
cuiabá: cenário e impactos
Impacto ambiental e perda de cobertura vegetal
O levantamento aponta que, ao longo dos últimos 30 anos, a cidade sofreu uma redução drástica de cerca de 55 mil hectares de áreas verdes. Esse montante, conforme reportado pelo jornal A Gazeta, equivale a uma queda de 17% na vegetação local, uma área que poderia ser comparada a 714 vezes o tamanho do Parque Mãe Bonifácia. A supressão dessas áreas levanta preocupações sobre o microclima urbano e a qualidade de vida dos moradores.
Obras urbanas e a gestão do patrimônio arbóreo
A gestão das árvores em áreas de intervenção pública tem sido um ponto crítico de debate na capital. Um exemplo emblemático ocorreu na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, conhecida como Avenida do CPA, onde apenas 10% das 2,5 mil árvores removidas para a implementação do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) foram efetivamente replantadas. O descompasso entre o desenvolvimento urbano e a preservação ambiental permanece como um desafio para as autoridades locais.
Polêmicas recentes e novas diretrizes municipais
A remoção de árvores antigas na rua Baltazar Navarros, situada no bairro Bandeirantes, gerou ampla repercussão negativa e críticas da população. Em resposta à pressão social e ao impacto visual da supressão vegetal, a Prefeitura de Cuiabá publicou um decreto estabelecendo novas normas para os procedimentos administrativos de poda e manejo de árvores no município. A medida busca disciplinar as ações que afetam o patrimônio natural da cidade, embora a eficácia das novas regras ainda seja acompanhada de perto por especialistas e pela sociedade civil.
Fonte: olhardireto.com.br

