Juarez Costa nega propina milionária e ironiza denúncias sobre concessão em Sinop

Juarez Costa nega propina milionária e ironiza denúncias sobre concessão em Sinop

O deputado federal Juarez Costa (Republicanos) manifestou-se publicamente nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, para refutar as graves acusações de corrupção que voltaram a circular no cenário político mato-grossense. O parlamentar é alvo de denúncias que apontam o suposto recebimento de R$ 30 milhões em propina, além de um veículo de luxo da marca BMW, em troca de favorecimento na concessão dos serviços de água e esgoto de Sinop durante seu mandato como prefeito.

propina: cenário e impactos

Contexto das acusações e a reação do parlamentar

As alegações ganharam repercussão após a divulgação de trechos de delações premiadas de ex-executivos da concessionária Aegea, homologadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com os relatos dos colaboradores, os pagamentos teriam sido realizados ao longo de anos para garantir vantagens contratuais à empresa no município.

Em entrevista coletiva, Juarez Costa ironizou a menção ao automóvel de luxo, questionando a lógica da denúncia. O deputado argumentou que, diante de um montante tão elevado como o citado pelos delatores, a preocupação com um veículo seria irrelevante. Ele reforçou que desconhece o conteúdo integral das investigações, uma vez que o processo tramita sob sigilo de Justiça.

Defesa sobre a concessão de serviços em Sinop

O deputado sustentou que todo o processo de concessão dos serviços de saneamento em Sinop foi conduzido com transparência e observância estrita aos trâmites legais. Segundo ele, a iniciativa contou com a realização de audiências públicas e chamamentos para a participação ativa da população local.

Juarez Costa explicou que o descontentamento de parte da população, que serviu de base para críticas políticas, surgiu devido à transição no modelo de cobrança. Anteriormente, o serviço era taxado por um valor mínimo, mas a implementação de hidrômetros passou a cobrar pelo consumo efetivo, o que gerou desconforto entre os usuários e abriu margem para questionamentos de opositores.

O papel do calendário eleitoral nas denúncias

Para o parlamentar, o ressurgimento do tema não é uma coincidência, mas uma estratégia recorrente de adversários políticos. Ele afirmou que o assunto é pauta constante em vésperas de eleições, sendo explorado desde a operação realizada pelo Ministério Público em 2014.

O deputado destacou que, ao longo de 14 anos, o caso foi revisitado em diversos ciclos eleitorais, incluindo os pleitos de 2016, 2018, 2020 e 2022. Sem apontar nomes, ele atribuiu a retomada das acusações à atuação de opositores que, segundo ele, sentem-se incomodados com sua performance eleitoral e com a capacidade de articulação de recursos para os municípios de Mato Grosso.

Fonte: olhardireto.com.br

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