Monique Medeiros alega ter sido dopada na noite da morte de Henry Borel

© Tomaz Silva/Agência Brasil

A professora Monique Medeiros, ré no processo que apura a morte de seu filho, Henry Borel, prestou depoimento nesta terça-feira (2) durante o nono dia de julgamento no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Em um relato marcado por momentos de emoção, a mãe da criança afirmou suspeitar que tenha sido dopada pelo então namorado, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, na madrugada do crime, ocorrido em março de 2021.

O caso, que chocou o país, coloca Monique e Jairinho no banco dos réus sob a acusação de envolvimento no falecimento do menino. Enquanto o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro sustenta que o ex-vereador praticava tortura contra a criança e que a mãe foi omissa em seu dever de proteção, a defesa de Monique busca redefinir sua participação nos eventos que culminaram na tragédia.

Suspeita de dopagem e a dinâmica da noite do crime

Durante o interrogatório conduzido pela juíza Elizabeth Machado Louro, Monique detalhou os eventos da madrugada de 8 de março de 2021. Segundo a ré, ela e Jairinho estavam em quartos separados quando o ex-vereador a despertou, por volta das 3h40, alegando ter ouvido um barulho vindo do cômodo onde a criança dormia.

Monique relatou que, ao ser acordada, encontrou o filho no chão, sendo recolocado na cama pelo padrasto. Ela afirmou suspeitar que Jairinho tenha ministrado substâncias para que ela dormisse, uma prática que, segundo ela, já teria ocorrido anteriormente sob o pretexto de evitar que ela mantivesse contato com outros homens enquanto ele repousava.

Relatos de agressões e o distanciamento da criança

Ao longo de seu depoimento, Monique descreveu a evolução do relacionamento com Jairinho e as crescentes tensões envolvendo o filho. Ela admitiu que o ex-vereador apresentava comportamento ciumento e relatou um episódio de violência ocorrido meses antes, no qual teria sofrido uma tentativa de enforcamento.

A ré mencionou episódios em que Henry teria sido alvo de agressões físicas, como rasteiras e socos, relatados pela própria criança. Embora tenha negado inicialmente acreditar na capacidade de Jairinho de ferir o menino, Monique afirmou que, atualmente, possui elementos para crer na responsabilidade do ex-vereador pela morte de Henry Borel. Ela também contestou declarações anteriores da babá da criança, Thayná de Oliveira Ferreira, negando ter ordenado o apagamento de mensagens trocadas entre ambas.

Contexto do julgamento e a versão da ré

O depoimento de Monique também abordou a chegada ao hospital na data do crime. A ré descreveu o período como um “pesadelo” e afirmou que, na ocasião, acreditava na versão de uma queda acidental, uma vez que não teria notado marcas visíveis no corpo da criança. Ela reforçou que, à época, não tinha conhecimento público sobre outras denúncias de agressões que pudessem envolver o então namorado.

A sessão faz parte da reta final do júri, que busca esclarecer as circunstâncias da morte e as responsabilidades de cada um dos acusados. Para mais detalhes sobre o andamento do processo, acompanhe as atualizações oficiais em Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Recentes

Compartilhe como preferir

Copiar Link
WhatsApp
Facebook
Email