Dólar atinge R$ 5,18 e marca o maior patamar desde o fim de março

© REUTERS/Rick Wilking/Proibida reprodução

O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de volatilidade nesta terça-feira, com o dólar apresentando uma trajetória de alta consistente. A moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,18, atingindo o seu nível mais elevado desde o final de março. O movimento reflete um cenário de maior aversão ao risco por parte dos investidores globais, que buscam proteção diante das incertezas macroeconômicas.

dólar: cenário e impactos

Pressão cambial e busca por segurança

A valorização da divisa estrangeira foi impulsionada pela expectativa em torno de novos dados de inflação nos Estados Unidos. Indicadores recentes de atividade econômica acima do esperado fortaleceram a percepção de que o Federal Reserve pode manter uma postura de juros restritivos por um período mais longo. Durante a sessão, a moeda chegou a tocar a marca de R$ 5,19, evidenciando a cautela predominante entre os agentes financeiros.

Desempenho da bolsa e influência do Copom

Apesar do cenário externo adverso, o Ibovespa conseguiu reverter a tendência negativa observada no período da manhã. O principal índice da bolsa brasileira fechou em alta de 0,52%, aos 171.258 pontos. A recuperação foi sustentada pelo desempenho positivo de ações de grandes bancos, empresas do setor de petróleo e companhias ligadas ao ciclo econômico doméstico.

Um fator determinante para esse movimento foi a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária. O documento trouxe esclarecimentos sobre a condução da taxa Selic, indicando a possibilidade de uma pausa no ciclo de cortes, o que reduziu o desconforto gerado pelo comunicado anterior da autoridade monetária.

Cenário externo e mercado de energia

O ambiente internacional foi marcado pela queda acentuada das ações de tecnologia no mercado americano, pressionadas por um movimento de realização de lucros. Dados de atividade econômica mais fracos na Europa também contribuíram para a cautela global, elevando a percepção de risco em mercados emergentes.

No setor de energia, o mercado de petróleo operou em baixa, monitorando negociações geopolíticas que podem impactar a oferta global da commodity. O contrato do Brent para setembro recuou 0,93%, cotado a US$ 76,80 por barril, enquanto o WTI para agosto fechou em US$ 73,21, refletindo a expectativa de um possível aumento na oferta disponível.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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