Neto fora da viagem do Botafogo para a Rússia sinaliza saída do goleiro
O Botafogo prepara os últimos detalhes para a sua intertemporada na Rússia, onde o elenco disputará amistosos internacionais. Contudo, a lista de relacionados para a viagem não deve contar com a presença do goleiro Neto. A ausência do atleta nas atividades em solo europeu é um forte indício de que o jogador não faz mais parte dos planos imediatos da comissão técnica para a sequência da temporada de 2026.
Desde sua chegada ao clube em agosto de 2025, Neto enfrentou desafios físicos e oscilações técnicas que minaram sua continuidade como titular. Embora tenha iniciado o ano de 2026 recuperado de lesões, o desempenho abaixo do esperado em partidas decisivas gerou questionamentos por parte da torcida. Com contrato vigente até junho de 2027, a tendência é que o clube busque uma negociação, possivelmente por empréstimo, para dar rodagem ao arqueiro longe do Rio de Janeiro.
Contexto da intertemporada e amistosos internacionais
A viagem do alvinegro carioca para o exterior tem como objetivo principal o aprimoramento tático e físico do grupo durante o período de pausa nas competições nacionais. O cronograma prevê confrontos de alto nível contra o CSKA Moscou, no dia 4 de julho, e contra o Dínamo de Moscou, no dia 10 de julho.
A exclusão de Neto desta excursão reforça a estratégia da diretoria em reformular o setor. Segundo informações do Canal do TF, a decisão foi tomada para que o atleta possa definir seu futuro profissional, encerrando um ciclo que começou com a expectativa de que ele assumisse a titularidade absoluta após a saída de John.
Alternativas para o gol e desafios do elenco
Com a provável saída de Neto, o treinador Franclim Carvalho precisará gerir as opções remanescentes para a meta botafoguense. Atualmente, o elenco conta com Léo Linck, que busca recuperar a confiança dos torcedores, além dos jovens Raul, que tem recebido oportunidades, e Christian Loor, contratado recentemente para integrar o plantel profissional.
A situação é agravada por um cenário administrativo complexo. O clube enfrenta um transfer ban imposto pela FIFA, o que impede a inscrição de novos reforços por tempo indeterminado. Essa restrição limita a capacidade da diretoria de buscar um substituto imediato no mercado, forçando a comissão técnica a confiar nos nomes que já compõem o grupo atual.
Crise financeira e o impacto do transfer ban
A impossibilidade de contratar novos jogadores é apenas uma das facetas da crise financeira que o Botafogo atravessa. O clube lida com um passivo acumulado que chega a quase R$ 300 milhões, envolvendo pendências contratuais de diversos atletas. Entre as dívidas que motivaram as punições da entidade máxima do futebol estão as negociações por jogadores como Rwan Cruz, Artur e Lucas Villalba.
Além disso, o clube precisa resolver pendências relacionadas a Santi Rodriguez e ao meio-campista Thiago Almada. A gestão dessas dívidas é a prioridade da diretoria, que busca quitar os valores para liberar o clube das sanções e retomar a normalidade nas operações de mercado, enquanto tenta equilibrar as contas e manter a competitividade em campo.
Fonte: tvfoco.uai.com.br


