Sobe para dois o número de mortos em explosão no Jaguaré enquanto Sabesp vira alvo de críticas

parte das representações dos trabalhadores. O Sindicato dos Engenheiros no Estad

A comunidade do bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, enfrenta um momento de luto após a confirmação da segunda morte decorrente da grave explosão ocorrida na última segunda-feira (11). O incidente, que gerou danos estruturais significativos em diversas residências da região, vitimou fatalmente Francisco Altino, de 62 anos, que estava internado no Hospital Regional de Osasco.

explosão: cenário e impactos

A tragédia teve início durante a execução de obras realizadas pela Sabesp, que atingiram uma tubulação de gás, resultando em um forte odor sentido pelos moradores horas antes da detonação. O caso, que já havia vitimado um homem de 47 anos no local do desastre, segue sob investigação para determinar as causas exatas da falha operacional.

Impacto estrutural e vistorias nas residências

As autoridades competentes intensificaram os trabalhos de perícia e avaliação de riscos nos imóveis atingidos pela onda de choque. Até o final da noite de quarta-feira (13), foram realizadas 112 vistorias técnicas para garantir a segurança dos moradores que precisaram deixar suas casas.

O balanço atual indica que 86 imóveis foram liberados para o retorno das famílias após passarem por inspeção. Contudo, 27 residências apresentaram danos estruturais graves, permanecendo interditadas por tempo indeterminado devido ao risco de colapso ou instabilidade das edificações.

Contexto da gestão e o debate sobre a Sabesp

A visita do governador Tarcísio de Freitas à área afetada na quarta-feira (13) trouxe à tona discussões sobre a administração do setor de saneamento. A privatização da Sabesp, concluída em 23 de julho de 2024, permanece como um ponto central de controvérsia política e social no estado.

O processo de desestatização, que envolveu intensos debates legislativos e a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), é alvo de críticas por parte de entidades de classe. O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) manifestou repúdio ao que classificou como desmonte técnico do setor.

Exigência de apuração e segurança operacional

Em nota oficial, o Seesp destacou a necessidade de uma investigação rigorosa sobre as circunstâncias que levaram ao acidente. A entidade defende uma revisão urgente das políticas de gestão, argumentando que as mudanças estruturais na companhia podem estar comprometendo a segurança das operações e o interesse público.

A expectativa agora recai sobre os laudos periciais que deverão apontar as responsabilidades técnicas pelo rompimento da tubulação. Enquanto isso, a população local aguarda suporte para a recuperação dos danos materiais e o auxílio necessário para as famílias que perderam suas moradias.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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