Feminicídio cresce 41% em São Paulo durante o primeiro trimestre

tal da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP). Notícias relacionadas: P

O estado de São Paulo enfrenta uma escalada alarmante nos índices de violência contra a mulher. Dados recentes da Secretaria da Segurança Pública (SSP) revelam que o primeiro trimestre deste ano consolidou um cenário de aumento expressivo em crimes de gênero, com o feminicídio registrando uma alta de 41% em comparação ao mesmo período de 2025.

feminicídio: cenário e impactos

O impacto da violência tornou-se ainda mais evidente no mês de março, período marcado pelo Dia Internacional da Mulher. Foram contabilizadas 30 vítimas de feminicídio, o maior patamar da série histórica para o mês, representando um crescimento de 57,9% frente às 19 ocorrências registradas em março do ano anterior.

Crescimento nos indicadores de violência letal

No acumulado dos três primeiros meses do ano, o estado contabilizou 86 mulheres assassinadas. Este número supera significativamente as 61 vítimas registradas no primeiro trimestre de 2025, evidenciando uma tendência de agravamento que preocupa autoridades e movimentos sociais dedicados à proteção feminina.

Desrespeito às medidas protetivas de urgência

Além dos casos fatais, o descumprimento de ordens judiciais de proteção também apresentou uma curva ascendente. Entre janeiro e março, foram notificados 3.020 registros de violação de medida protetiva de urgência no contexto de violência doméstica.

Este volume de ocorrências representa um incremento de 31,9% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. A falha na eficácia dessas medidas é um dos pontos críticos discutidos por especialistas em políticas públicas de segurança.

Aumento nas notificações de lesão corporal

As estatísticas criminais apontam ainda um crescimento expressivo nas agressões físicas. No primeiro trimestre, foram registrados 19.249 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres em todo o território paulista.

O dado representa uma elevação de 7,4% na comparação com os 17.926 casos reportados no primeiro trimestre de 2025. O cenário reforça a necessidade de estratégias mais robustas para a prevenção de agressões e o acolhimento imediato das vítimas em situação de vulnerabilidade.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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