Mercosul e União Europeia debatem futuro do acordo comercial em Brasília

tados ao continente europeu. Notícias relacionadas: Acordo Mercosul-UE entra em

Representantes do Parlamento Europeu foram recebidos nesta quarta-feira (6), no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin. O encontro marcou um momento estratégico para o diálogo diplomático e econômico entre os blocos, focando na consolidação do tratado comercial que entrou em vigor na semana passada, após um longo processo de negociação de 26 anos.

A reunião reforçou a importância do pacto, que estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. A iniciativa visa reduzir drasticamente as barreiras tarifárias para produtos brasileiros exportados ao continente europeu, estimulando o fluxo de mercadorias e fortalecendo a integração entre as nações envolvidas.

Avanços do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

A implementação do tratado ocorre, neste momento, de forma provisória por decisão da Comissão Europeia. O texto segue sob análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, que avaliará a compatibilidade jurídica do documento com as normas internas do bloco, um processo que pode levar até dois anos para ser concluído.

Apesar da tramitação jurídica, o otimismo prevalece entre os parlamentares europeus. O deputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu, manifestou confiança na ratificação definitiva do acordo, destacando a expectativa de uma decisão positiva tanto da corte quanto do parlamento.

Impacto econômico e redução de tarifas

Os benefícios imediatos do tratado são expressivos para o setor produtivo nacional. Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa passaram a ter tarifa de importação zerada. Essa mudança reduz o preço final dos itens e amplia a competitividade do Brasil no mercado internacional.

A fase inicial contempla mais de 5 mil produtos brasileiros, abrangendo bens industriais, alimentos e matérias-primas. Entre os quase 3 mil produtos com tarifa zerada já no início, cerca de 93% são bens industriais, o que sinaliza um fomento direto à indústria brasileira no curto prazo.

Equilíbrio e salvaguardas no comércio internacional

Durante o diálogo, Geraldo Alckmin enfatizou que o desenho do acordo foi pautado pelo equilíbrio, incluindo salvaguardas essenciais para proteger os setores produtivos. Para o presidente em exercício, o multilateralismo é um caminho fundamental para garantir o acesso da sociedade a produtos de melhor qualidade e preços mais acessíveis.

O governo brasileiro também definiu recentemente as cotas tarifárias, que estabelecem limites para mercadorias específicas com impostos reduzidos. Essas cotas representam cerca de 4% das exportações e 0,3% das importações, assegurando que a maior parte do comércio entre os 31 países envolvidos ocorra sem restrições de quantidade, beneficiando um mercado de 720 milhões de consumidores e um PIB superior a US$ 22 trilhões.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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