Parecer de Gonet ao STF aponta ausência de falta grave em caso envolvendo arma de Bolsonaro

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou nesta quinta-feira (25) um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da apreensão de uma arma vinculada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes para subsidiar a análise sobre possíveis violações das condições impostas ao ex-mandatário durante o cumprimento de sua prisão domiciliar.

Gonet analisa conduta e não identifica falta grave

Em sua manifestação, Paulo Gonet afirmou que, no estágio atual das investigações, não é possível identificar a ocorrência de uma falta grave por parte de Jair Bolsonaro. O procurador-geral ressaltou que o episódio encontra-se em fase inicial de esclarecimentos na instância competente.

Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), os elementos apresentados até o momento não configuram, de forma concreta, uma situação que caracterize descumprimento das cautelares impostas ao condenado. O órgão aguardará a conclusão das apurações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal para emitir um juízo final e mais abrangente sobre o ocorrido.

Contexto da apreensão e depoimento

O caso ganhou repercussão após um segurança de Jair Bolsonaro ser abordado em uma blitz em Brasília portando uma arma de propriedade do ex-presidente. O militar alegou às autoridades que o armamento estava sendo transportado para fins de manutenção e conserto.

Em depoimento prestado na última terça-feira (23), o ex-presidente confirmou a propriedade da arma. Jair Bolsonaro justificou a posse do item alegando a necessidade de proteção familiar, citando que reside com a esposa, Michelle Bolsonaro, e suas filhas, o que o levaria a manter o equipamento de defesa em sua residência.

Debate jurídico sobre a prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, havia questionado se a posse do armamento poderia constituir falta grave, conforme previsto na Lei de Execução Penal (LEP). O texto legal estabelece que possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de terceiros pode ser enquadrado como infração disciplinar.

A avaliação da PGR tornou-se um ponto central, uma vez que o prazo de 90 dias da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro encerra-se nesta quinta-feira (25). A defesa do ex-presidente já havia solicitado ao STF a prorrogação da medida, enquanto o tribunal pondera os desdobramentos da investigação sobre o armamento apreendido. Mais detalhes sobre o andamento do processo podem ser acompanhados através da Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias Recentes

Compartilhe como preferir

Copiar Link
WhatsApp
Facebook
Email