O Ministério da Saúde emitiu uma recomendação urgente para a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias. A medida visa ampliar a proteção contra o sarampo em uma faixa etária considerada de maior vulnerabilidade para o desenvolvimento de formas graves da doença, que é altamente contagiosa.
Estratégia de vacinação contra o sarampo em áreas prioritárias
A decisão foi motivada pela identificação de três casos confirmados da enfermidade em crianças menores de 2 anos na zona norte de São Paulo. Além da capital, a estratégia de imunização foi estendida para o município de Guarulhos, devido ao intenso fluxo de passageiros no Aeroporto Internacional, que eleva o risco de circulação viral.
Para viabilizar a campanha, o governo federal enviará aproximadamente 100 mil doses dos imunizantes para as duas cidades. As autoridades sanitárias esclarecem que os casos registrados possuem características de importação, mantendo o status do país como uma nação livre da circulação endêmica do vírus.
Monitoramento epidemiológico e medidas de contenção
As crianças que testaram positivo para a doença apresentaram sintomas clássicos, como febre, exantema e complicações respiratórias. A confirmação dos diagnósticos foi realizada pelo Instituto Adolfo Lutz e pela Fiocruz, órgãos de referência em saúde pública no Brasil.
Para conter a transmissão local, as equipes de vigilância estão realizando a busca ativa de novos casos suspeitos e o monitoramento rigoroso de pessoas que tiveram contato com os infectados. O bloqueio vacinal nas áreas de maior risco é a principal ferramenta para interromper as cadeias de contágio e evitar a disseminação do vírus.
Riscos associados ao fluxo internacional e grandes eventos
O Ministério da Saúde reforçou o alerta sobre o aumento do fluxo internacional de viajantes, especialmente com a realização de eventos esportivos globais. Países como Estados Unidos, Canadá e México, que sediam a Copa do Mundo Fifa 2026, enfrentam um cenário de alta circulação da doença, o que exige cautela redobrada dos brasileiros.
A dose zero atua como uma proteção adicional e não substitui o calendário vacinal de rotina, que prevê doses aos 12 e 15 meses de vida. A pasta orienta que todos os viajantes verifiquem sua situação vacinal antes do embarque, garantindo que o esquema de imunização esteja completo conforme a faixa etária recomendada.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


