Pivetta dispara contra Wellington Fagundes e defende empréstimo bilionário para Mato Grosso

Pivetta dispara contra Wellington Fagundes e defende empréstimo bilionário para Mato Grosso

O governador de Mato Grosso e pré-candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), elevou o tom do debate político ao classificar o senador e também pré-candidato ao Palácio Paiaguás, Wellington Fagundes (PL), como um político de trajetória questionável. As declarações ocorreram nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, em resposta às críticas feitas pelo parlamentar sobre o pedido de autorização para um empréstimo de R$ 1,5 bilhão, submetido pelo Executivo à Assembleia Legislativa.

Confronto político e histórico de gestão

Durante a entrevista, Pivetta não poupou adjetivos ao se referir ao adversário, rotulando-o como “desprezível” e mencionando que a história do senador seria “cabulosa”. O governador argumentou que Wellington Fagundes carece de experiência administrativa real, afirmando que o parlamentar nunca teria gerido sequer um orçamento doméstico, o que, na visão do chefe do Executivo, o desqualificaria para opinar sobre a política financeira estadual.

O governador reforçou que sua atuação na vida pública é pautada pelo serviço, contrastando com o que chamou de “coisas que todo mundo sabe” sobre a carreira do oponente. Para Pivetta, a incapacidade de realizar bons negócios é uma característica marcante do senador, o que, segundo ele, inviabilizaria uma gestão eficiente para a sociedade mato-grossense.

Justificativa para o crédito de R$ 1,5 bilhão

Ao defender o projeto de lei entregue ao presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), na quarta-feira (24), o governador destacou que o Estado possui plena capacidade de endividamento devido ao equilíbrio fiscal alcançado. Segundo o governo, a atual gestão reduziu impostos e manteve contas superavitárias, permitindo que o financiamento junto à Caixa Econômica Federal seja considerado uma operação saudável.

O montante solicitado tem como objetivo principal viabilizar a construção de 60 mil casas populares. O governador explicou que a estratégia visa compensar o encerramento da vigência do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab 2), previsto para dezembro. Com a nova operação de crédito, o governo pretende garantir recursos para infraestrutura e atenção básica, enquanto redireciona a arrecadação do Fethab para o setor habitacional.

Visão estratégica sobre o futuro do estado

A gestão estadual sustenta que a antecipação do crédito é uma medida de prudência administrativa. Ao garantir recursos com custo baixo antes do fim do Fethab 2, o governo busca evitar a interrupção de obras essenciais em diversos municípios. Pivetta enfatizou que “governar é criar alternativa” e buscar soluções financeiras que não comprometam a estabilidade econômica de Mato Grosso a longo prazo.

Fonte: olhardireto.com.br

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