O cenário político em Mato Grosso atingiu um novo patamar de tensão nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. O governador e pré-candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), utilizou um tom incisivo ao responder às críticas feitas pelo senador e também pré-candidato ao governo, Wellington Fagundes (PL), a respeito de um projeto de lei que solicita autorização para uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão.
política: cenário e impactos
O embate público, que reflete a polarização na disputa pelo Palácio Paiaguás, foi marcado por ataques diretos à trajetória e à capacidade administrativa de Fagundes. Pivetta classificou o adversário como alguém sem experiência em gestão pública e questionou a conduta do parlamentar ao longo de sua carreira política.
Confronto político e críticas à gestão
Durante a entrevista, o governador não poupou adjetivos ao se referir ao senador, descrevendo-o como um político que desconhece a prática de administrar orçamentos, inclusive os de esfera doméstica. Segundo o chefe do Executivo estadual, a trajetória de Wellington Fagundes seria marcada por episódios controversos, o que, na visão de Pivetta, o desqualifica para questionar as decisões financeiras tomadas pelo governo atual.
O governador enfatizou que sua própria atuação é pautada pelo serviço público, contrastando sua visão com a do senador. Para Pivetta, a capacidade de realizar bons negócios para a sociedade é um atributo que falta ao seu oponente, sugerindo que o parlamentar sequer consegue gerir seus próprios interesses de forma eficiente.
Justificativa para o crédito de R$ 1,5 bilhão
Ao defender o pedido de empréstimo enviado à Assembleia Legislativa, Pivetta argumentou que o Estado detém pleno equilíbrio fiscal. Ele destacou que as reformas implementadas durante sua gestão permitiram que Mato Grosso reduzisse impostos e mantivesse contas superavitárias, criando um cenário favorável para a captação de recursos com segurança.
O montante solicitado, segundo o governo, é fundamental para viabilizar um ambicioso plano habitacional. O objetivo central é a construção de 60 mil casas populares, uma prioridade estratégica definida pela atual administração para atender a demanda habitacional da população mato-grossense.
Estratégia financeira e o futuro do Fethab 2
A operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal possui uma lógica de compensação estratégica. Com o fim da vigência do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab 2) previsto para dezembro, o governo busca antecipar recursos para garantir a continuidade de obras de infraestrutura e ações de atenção básica nos municípios.
A manobra financeira visa deslocar a arrecadação futura do Fethab exclusivamente para o programa habitacional. Pivetta defendeu a medida como uma forma inteligente de governar, focada na redução de custos e na criação de alternativas que não comprometam a saúde financeira do Estado a longo prazo.
Fonte: olhardireto.com.br


