O secretário de Estado de Infraestrutura de Mato Grosso, Marcelo Oliveira, conhecido como Padeiro, manifestou preocupação com o cronograma das obras de melhoria no Portão do Inferno, localizado no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Segundo o gestor, o processo de licenciamento ambiental sob responsabilidade do Ibama tem sido o principal fator de morosidade para o início da construção de um túnel e a duplicação da rodovia na região.
Impacto do licenciamento ambiental nas obras
O governo estadual busca alternativas para mitigar os riscos geológicos no trecho, optando pela construção de um túnel em substituição ao projeto original de retaludamento. A mudança visa reduzir o impacto ambiental e visual na área de preservação. No entanto, a execução depende diretamente do aval do órgão federal.
O secretário informou que esteve em Brasília para tratar do tema diretamente com representantes do Ibama. A expectativa é que um direcionamento sobre o licenciamento seja apresentado em um prazo de 30 dias, o que permitiria o avanço das tratativas burocráticas necessárias para a infraestrutura.
Desafios na licitação e continuidade do projeto
O processo licitatório enfrentou contratempos recentes, sendo declarado deserto após a única empresa participante não apresentar a documentação exigida. A Sinfra-MT planeja a republicação do edital, condicionada à resolução das pendências ambientais.
A pasta mantém o compromisso de retomar o certame assim que houver segurança jurídica e técnica. A estratégia é garantir que a obra atenda aos critérios ambientais rigorosos exigidos para o parque nacional, assegurando a viabilidade técnica da intervenção.
Medidas preventivas e segurança viária
Além das questões administrativas, o secretário destacou a importância das medidas de segurança implementadas para evitar acidentes graves no local. A restrição ao tráfego de veículos pesados, como ônibus e caminhões, foi apontada como uma decisão estratégica fundamental para a preservação da integridade da encosta.
Padeiro enfatizou que a proibição do trânsito de veículos de grande porte foi uma medida preventiva essencial. Segundo o gestor, a intervenção evitou possíveis desmoronamentos que poderiam ter sido causados pela vibração e pelo peso excessivo sobre o trecho crítico da rodovia. Para mais informações sobre o monitoramento de obras em rodovias, consulte o portal do Ibama.
Fonte: olhardireto.com.br


