Trabalhadores nascidos nos meses de maio e junho que possuem direito ao abono salarial começam a receber o benefício nesta sexta-feira (15). A medida, que integra o quarto lote de pagamentos, contempla milhões de brasileiros que atuaram com carteira assinada no ano-base de 2024, desde que cumpram os critérios de renda estabelecidos pela legislação vigente.
Nesta rodada de liberações, o montante disponibilizado alcança a marca de R$ 5,7 bilhões. O recurso é destinado a um contingente de 4.555.924 beneficiários, com valores que oscilam entre R$ 136 e R$ 1.621, dependendo diretamente do tempo de serviço prestado pelo trabalhador ao longo do período de referência. O cronograma de pagamentos segue uma lógica escalonada que se estende ao longo de 2026.
Distribuição dos recursos e beneficiários
O volume financeiro é dividido entre os dois principais agentes pagadores do país, conforme o vínculo empregatício do trabalhador. A grande maioria dos contemplados, composta por 3.970.985 pessoas da iniciativa privada, recebe os valores através da Caixa Econômica Federal. Este grupo totaliza aproximadamente R$ 5 bilhões em repasses vinculados ao Programa de Integração Social (PIS).
Já o setor público conta com 584.939 servidores aptos ao recebimento, cujos pagamentos são processados pelo Banco do Brasil por meio do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Para este segmento, o montante liberado soma cerca de R$ 700 milhões. A gestão desses recursos é realizada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com habilitação sob responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego, conforme a Lei nº 7.998/90.
Critérios de elegibilidade para o benefício
Para ter acesso ao abono, o trabalhador deve atender a requisitos específicos estabelecidos pelo governo. É necessário estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos e ter exercido atividade remunerada com carteira assinada por um período mínimo de 30 dias durante o ano de 2024.
Além disso, a remuneração média mensal do trabalhador não pode ter ultrapassado o teto de R$ 2.766 no ano-base. Outro ponto fundamental é a correta declaração dos dados profissionais pelo empregador por meio do sistema e-Social, garantindo que as informações estejam devidamente registradas para a liberação do pagamento.
Canais de pagamento e consulta
A Caixa Econômica Federal prioriza o depósito em contas correntes ou poupanças da própria instituição, além da Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Para quem não possui conta, o saque pode ser efetuado em lotéricas, caixas eletrônicos ou agências físicas, mediante apresentação de documento oficial com foto ou uso de biometria.
No caso dos servidores públicos, o Banco do Brasil realiza o crédito diretamente em conta bancária ou via transferência por Pix e TED. Aqueles que não são correntistas podem realizar o saque presencial nas agências. Para verificar a situação cadastral, valores e datas, os trabalhadores podem utilizar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o portal Gov.br ou entrar em contato pelo telefone 158.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

