Operação integrada combate garimpo ilegal na divisa entre Amapá e Pará
Uma força-tarefa composta por diversos órgãos de segurança e fiscalização deflagrou uma ofensiva contra a exploração mineral clandestina na região amazônica. A ação, denominada Operação Calha Norte, concentrou esforços na desarticulação de sete áreas de garimpo ilegal situadas na divisa entre os estados do Amapá e Pará.
A mobilização, que ocorreu entre a terça-feira (12) e esta sexta-feira (15), envolveu agentes da Polícia Federal (PF), do Ibama, do ICMBio e da Força Nacional. O suporte logístico e operacional contou com a participação fundamental da Polícia Militar do Estado do Pará, garantindo a segurança das equipes em terreno de difícil acesso.
Logística e destruição de maquinário pesado
O foco principal da operação foi a inutilização de equipamentos utilizados para a extração ilegal de minérios, que causam danos severos ao ecossistema local. As autoridades relataram a destruição de quatro escavadeiras hidráulicas, maquinário de alto custo que sustenta a estrutura dos garimpos clandestinos.
Além das escavadeiras, a fiscalização apreendeu e inutilizou dezenas de motores, três quadriciclos e dois tratores. A logística dos infratores também foi atingida com a destruição de geradores de energia e o descarte de aproximadamente 3.300 litros de diesel, combustível essencial para manter as máquinas em funcionamento constante dentro da floresta.
Impacto ambiental e atuação em áreas sensíveis
A região de Laranjal do Jari, no Amapá, e Almeirim, no Pará, tem sido alvo recorrente de ações de repressão devido à pressão exercida pelo garimpo sobre áreas de preservação e territórios protegidos. A presença de acampamentos clandestinos indica uma estrutura organizada que busca explorar recursos minerais à revelia da legislação ambiental vigente.
Para mais informações sobre o combate a crimes ambientais, consulte o portal oficial da Agência Brasil. A continuidade dessas operações é considerada estratégica pelas autoridades para frear o avanço da degradação na Amazônia e desmantelar redes de logística que abastecem a atividade ilegal.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


