Desemprego sobe para 5,8% no trimestre encerrado em abril conforme dados do IBGE

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O mercado de trabalho brasileiro apresentou uma oscilação no trimestre encerrado em abril de 2026, com a taxa de desemprego atingindo 5,8%. O indicador, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reflete um aumento de 0,4 ponto percentual em comparação ao período entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Apesar da alta recente, o cenário ainda apresenta melhora quando confrontado com o mesmo intervalo de 2025, quando a taxa alcançou 6,6%.

Análise do desemprego e contingente de trabalhadores

O patamar atual de 5,8% representa um contingente de 6,3 milhões de pessoas em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho. Esse número reflete um crescimento de 8,0% na população desocupada em relação ao trimestre anterior, o que equivale a um acréscimo de 471 mil pessoas. Em uma perspectiva anual, contudo, o cenário mostra resiliência, com uma redução de 11,3% no número de desocupados frente aos 7,1 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Dinâmica da ocupação e mercado de trabalho

A população ocupada no país totalizou 102,3 milhões de pessoas, registrando uma queda de 0,3% frente ao trimestre anterior, o que representa 338 mil trabalhadores a menos. O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar, situou-se em 58,4%. Especialistas apontam que essa retração é influenciada por fatores sazonais, especialmente em setores como comércio e serviços, que reduziram o quadro de funcionários após o pico de atividades no final de 2025.

Renda e informalidade no cenário econômico

Mesmo com as oscilações no volume de ocupação, o rendimento real habitual dos trabalhadores manteve-se estável em um patamar recorde de R$ 3.732. Paralelamente, a taxa de informalidade apresentou uma leve queda, situando-se em 37,2%, o que corresponde a 38,1 milhões de trabalhadores. A estabilidade na subutilização da força de trabalho, que atingiu 15,7 milhões de pessoas, reforça a avaliação de que, apesar dos ajustes sazonais, a geração de renda no país permanece em um nível sustentado historicamente.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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