A rica tapeçaria cultural das periferias de Cuiabá ganha projeção nacional com a participação de dois importantes projetos na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura. Representantes da Escola Livre Casarão das Artes e do Ponto de Cultura Tibanaré estão em Aracruz, no Espírito Santo, para compartilhar suas experiências e o impacto de suas iniciativas na formação artística e no fortalecimento da cultura popular, especialmente entre os jovens da capital mato-grossense. O evento serve como uma plataforma crucial para a troca de saberes e o reconhecimento do trabalho desenvolvido em comunidades.
As instituições cuiabanas levam consigo a essência da chamada cuiabania, um conceito que reflete a identidade cultural local. A delegação é composta por pessoas nascidas em Cuiabá, que lideram as ações e projetos, garantindo a autenticidade e a conexão profunda com as raízes da cidade. Esta representação em nível nacional sublinha a relevância dos esforços locais para a preservação e difusão da cultura.
A Jornada da Cultura Periférica para o Encontro Nacional
A participação na Teia Nacional é um marco para a cultura periférica de Cuiabá, evidenciando o potencial transformador da arte e da educação. Vini Holffman e Isadora Bruna da Silva Monge são os representantes que compartilham as vivências e aprendizados acumulados. Eles destacam a importância de mostrar que é possível manter viva a caminhada cultural, mesmo diante dos desafios enfrentados por projetos de base.
Vini Holffman explicou a motivação da presença no evento: “Viemos para essa Teia, vestidos das nossas experiências e aprendizagens da cultura popular. Mas sobretudo, para falar que somos frutos de Projetos e ações de popularização da arte e da cultura nas periferias da Cuiabá e mostrar que é possível continuarmos na caminhada cultural, porque é isso que estamos fazendo e por isso os Pontos de Cultura e Escolas Livres são importantes.” A declaração ressalta o papel fundamental dessas instituições como pilares de desenvolvimento comunitário e artístico.
Tibanaré: Teatro, Mídias Digitais e a Conexão com o Rio Cuiabá
O Ponto de Cultura Tibanaré, com seu forte núcleo de criação teatral, tem um ambicioso sonho de expandir sua atuação. A instituição almeja criar uma rede itinerante que percorra as cidades da “baixada cuiabana”, utilizando o lendário e histórico Rio Cuiabá como um guia para suas ações culturais. Essa valorização do rio como um elemento central para a arte e o meio ambiente é uma meta propagada por Jefferson Jarcem, um dos representantes do Ponto de Cultura.
As atividades do Tibanaré abrangem desde o teatro para a infância até capacitações em mídias digitais, visando fortalecer o acesso à cultura em comunidades periféricas. Em 2025, grande parte de suas ações foi desenvolvida no bairro Jardim Passaredo, localizado a cerca de 10km do centro da cidade. Naquele ano, o projeto alcançou uma média de 2500 pessoas em suas apresentações e capacitou mais de cem indivíduos em formações artísticas e culturais, demonstrando um impacto significativo.
Casarão das Artes: Arte e Apoio em um Grande Bairro Periférico
A Escola Livre Casarão das Artes está situada no bairro Pedra 90, o maior da capital de Mato Grosso, com uma população estimada em quase 80 mil habitantes. Conhecida por sua resiliência, a instituição opera com uma equipe jovem que se dedica intensamente à manutenção das atividades. A escola atende uma média de 300 alunos em suas oficinas, oferecendo um espaço vital para o desenvolvimento artístico e pessoal.
Além das oficinas, o Casarão das Artes promove feiras, oferece atendimento psicológico e desenvolve outros projetos culturais, atraindo um público flutuante que ultrapassa 1500 pessoas. A diversidade de suas iniciativas demonstra o compromisso da escola em ser um polo cultural e de apoio integral para a comunidade, consolidando-se como um exemplo de como a arte pode ser um vetor de transformação social.
O Impacto Duradouro da Cultura Periférica
A presença desses projetos na Teia Nacional dos Pontos de Cultura reforça a importância das iniciativas de base para a construção de uma sociedade mais justa e culturalmente rica. Eles não apenas oferecem formação artística, mas também promovem a inclusão social, o resgate da identidade e a valorização das expressões locais. A troca de experiências em um fórum nacional, como a Teia, inspira e fortalece a rede de Pontos de Cultura em todo o país, garantindo que a cultura periférica continue a prosperar e a transformar vidas. Para mais informações sobre iniciativas culturais no Brasil, visite o portal do Ministério da Cultura.
Fonte: olhardireto.com.br


