Pedreiro é condenado a 40 anos de prisão por feminicídio em Tangará da Serra

Pedreiro é condenado a 40 anos de prisão por feminicídio em Tangará da Serra

O Tribunal do Júri de Tangará da Serra, localizado a 239 km de Cuiabá, proferiu uma sentença condenatória de 40 anos, dois meses e 12 dias de reclusão contra Adalberto Ribeiro dos Santos. O réu, que exercia a profissão de pedreiro, foi considerado culpado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver, cometidos contra sua companheira, Kelma Dias da Silva, em novembro de 2024.

feminicídio: cenário e impactos

Contexto do crime e investigação policial

O caso ganhou notoriedade após o filho da vítima registrar o desaparecimento na delegacia local. Inicialmente, as autoridades trabalharam com a hipótese de um afastamento voluntário, mas o curso das investigações alterou drasticamente o rumo do inquérito. A descoberta do corpo, encontrado às margens do Córrego da Preguiça, no distrito de Deciolândia, confirmou as suspeitas de um desfecho violento.

O cadáver foi localizado enrolado em um cobertor xadrez e apresentava sinais de avançado estado de decomposição. Laudos periciais detalharam que a causa da morte foi asfixia por sufocamento mecânico. O corpo estava amarrado com fios de alta resistência, evidenciando a brutalidade empregada pelo agressor durante a execução do crime.

Motivação e histórico de violência doméstica

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso, o crime foi motivado pelo inconformismo do réu com o fim do relacionamento. Relatos de testemunhas próximas ao casal indicaram um histórico de comportamento possessivo e ciumento por parte de Adalberto Ribeiro dos Santos, que impedia a vítima de encerrar a união.

A investigação revelou que, dias antes do assassinato, a vítima manifestou o desejo de sair de casa, o que gerou resistência imediata do companheiro. Dentro da residência onde o casal convivia, a perícia técnica identificou manchas de sangue e sinais de luta, elementos que corroboraram a tese de que a vítima foi mantida sob controle até o momento do ato fatal.

Sentença e cumprimento da pena

A decisão judicial destacou que o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar, sendo qualificado como feminicídio por ter sido praticado contra a mulher em razão de sua condição de gênero. O magistrado considerou que o réu utilizou recursos que dificultaram qualquer possibilidade de defesa da vítima, além de agir com crueldade extrema ao submetê-la a um processo prolongado de asfixia.

Além da pena privativa de liberdade, o réu foi condenado ao pagamento de 10 dias-multa. A sentença determinou o cumprimento imediato da punição em regime inicial fechado. Para mais informações sobre o sistema judiciário brasileiro, consulte o Conselho Nacional de Justiça.

Fonte: olhardireto.com.br

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