Investigação sobre conduta de policial federal na UFMT
A Polícia Civil de Mato Grosso identificou Adriano Soares de Lima, um agente da Polícia Federal, como o homem suspeito de proferir ameaças contra estudantes no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O caso, que gerou grande repercussão acadêmica, está vinculado a um episódio anterior envolvendo o filho do agente, um estudante do curso de Engenharia Civil da instituição.
O policial teria abordado alunos que denunciaram seu filho, supostamente fazendo declarações intimidatórias. Segundo relatos, o agente teria afirmado que, caso o filho não concluísse a graduação, nenhum outro estudante do curso conseguiria se formar. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito circula pelo campus, utilizando um boné escuro e uma jaqueta, o que reforçou as diligências das autoridades.
Contexto da denúncia e suspensão acadêmica
O conflito teve início no dia 4 de maio, quando prints de conversas entre alunos de engenharia foram divulgados nas redes sociais. Nas mensagens, estudantes discutiam a criação de um ranking classificando calouras como “estupráveis”, além de sugestões de violência sexual contra as novas alunas da universidade. O episódio motivou uma imediata reação da comunidade acadêmica e das autoridades competentes.
Em resposta à gravidade das denúncias, a Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) determinou a suspensão preventiva do estudante envolvido na criação da lista. A medida, de caráter cautelar, impõe ao aluno o regime de educação domiciliar e proíbe terminantemente sua presença nas dependências da universidade, bem como qualquer contato com as testemunhas do processo disciplinar.
Desdobramentos policiais e institucionais
O caso segue sob acompanhamento rigoroso da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. A Polícia Civil confirmou que o policial federal foi convocado para prestar depoimento na 3ª Delegacia, embora não tenha sido confirmado se o interrogatório já foi realizado. O inquérito busca esclarecer a extensão das ameaças e a possível responsabilidade do agente no ambiente universitário.
A UFMT reiterou, por meio de nota oficial, que mantém o acompanhamento das investigações externas. A instituição reforçou que, assim que os procedimentos policiais forem concluídos, adotará todas as medidas cabíveis previstas no Regimento Disciplinar Discente, reafirmando seu compromisso com a segurança e o respeito dentro do ambiente acadêmico.
Fonte: olhardireto.com.br
