Queda de ponte de R$ 36 milhões deixa quatro feridos e gera investigação no Acre

© Governo do Acre/Divulgação

Um grave incidente mobilizou as autoridades no município de Sena Madureira, no Acre, após o desabamento parcial de uma ponte que custou mais de R$ 36 milhões aos cofres públicos. A estrutura, inaugurada há apenas dois anos, colapsou no início da noite de sexta-feira (5), deixando quatro pessoas feridas em um cenário de destruição que agora é alvo de investigação oficial.

Contexto do colapso e situação das vítimas

O Corpo de Bombeiros Militares do Acre estimou que aproximadamente 60% da estrutura da ponte veio abaixo. O local já havia sido interditado pelas autoridades na noite anterior ao acidente, o que torna a presença dos feridos no local uma situação classificada como irregular pelos órgãos de segurança.

Entre as vítimas está o advogado e ex-juiz Ednaldo Muniz dos Santos, de 54 anos. Ele realizava uma gravação de vídeo denunciando problemas na integridade da ponte momentos antes do desabamento. O estado de saúde de Ednaldo é considerado gravíssimo, com diagnóstico de traumatismo craniano e fratura pélvica, sendo necessária sua transferência para a capital, Rio Branco, onde permanece em uma unidade de terapia intensiva.

Detalhes sobre os feridos e atendimentos médicos

Além de Ednaldo Muniz dos Santos, outras três pessoas foram atingidas pelo colapso da estrutura. O irmão do advogado, Ednei Muniz dos Santos, de 51 anos, sofreu uma fratura no antebraço e aguarda por procedimento cirúrgico, mantendo um quadro clínico estável.

Os demais envolvidos foram identificados como Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, que também aguarda cirurgia devido a uma fratura na perna, e Weverton Murieta, de 34 anos, que apresentou ferimentos de menor gravidade. O atendimento às vítimas foi coordenado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

Investigação sobre as causas do desastre

O governo do Acre instaurou um procedimento para apurar as causas técnicas que levaram ao colapso de uma obra de alto investimento e recente entrega. O inquérito busca determinar se houve falhas estruturais, negligência na manutenção ou problemas na execução do projeto original.

As autoridades estabeleceram um prazo de 30 dias para a conclusão das investigações. Informações adicionais sobre o caso podem ser acompanhadas através da Agência Brasil, que segue monitorando os desdobramentos deste desastre na região norte do país.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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