A agricultura brasileira caminha para um novo marco histórico na safra 2025/26. De acordo com o 9º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional tem potencial para alcançar 358,6 milhões de toneladas. Caso o cenário se confirme, o país registrará um crescimento de 1,8% em comparação ao ciclo anterior, o que representa um acréscimo de 6,4 milhões de toneladas no volume total colhido.
grãos: cenário e impactos
Fatores que impulsionam a produtividade agrícola nacional
O desempenho positivo do setor é sustentado por uma combinação de expansão territorial e eficiência técnica. A área cultivada no país está estimada em 83,5 milhões de hectares, impulsionada por condições climáticas favoráveis que beneficiaram o desenvolvimento das lavouras. Com esses indicadores, a produtividade média nacional deve atingir a marca de 4.295 quilos por hectare.
Desempenho da soja e do milho no cenário atual
A soja mantém sua posição de protagonista no agronegócio brasileiro, com uma estimativa de 180,3 milhões de toneladas. O incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação à safra anterior é atribuído ao uso de pacotes tecnológicos avançados e ao aumento da área plantada. Com a colheita praticamente concluída, o grão reafirma sua relevância na balança comercial do país.
O milho, somando suas três safras, apresenta uma projeção de 140,5 milhões de toneladas. A primeira safra do cereal alcançou um recorde histórico na série da Conab, com uma produtividade de 7.110 quilos por hectare, um aumento de 7,6%. Enquanto a segunda safra inicia sua fase de colheita com expectativa de 107,9 milhões de toneladas, a terceira safra segue em fase final de plantio, com previsão de 3,3 milhões de toneladas.
Variações em outras culturas estratégicas
Nem todos os setores apresentam crescimento. A produção de pluma de algodão na segunda safra está estimada em 4 milhões de toneladas, uma retração de 2,5% motivada pela redução da área semeada. Em contrapartida, o sorgo demonstra um desempenho robusto, com uma colheita prevista de 7,62 milhões de toneladas, o que representa uma alta expressiva de 24,9% frente ao ciclo passado.
Análise sobre arroz, feijão e trigo
O arroz deve encerrar o ciclo com 11,1 milhões de toneladas, uma redução de 13,2% justificada por ajustes na área plantada conforme as demandas de mercado. O feijão também apresenta uma leve queda de 0,5%, totalizando 3 milhões de toneladas. Apesar dessas variações, a Conab assegura que o abastecimento do mercado interno permanece garantido. O trigo, que ainda se encontra em fase de plantio, tem previsão de 6,3 milhões de toneladas, refletindo uma redução na área destinada ao cereal nesta temporada.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


