Infraestrutura em Mato Grosso: Moretto rebate críticas sobre Mt-170

O cenário político em Mato Grosso foi marcado por um embate direto na Assembleia Legislativa. O deputado estadual Valmir Moretto, presidente da Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transporte, respondeu publicamente a questionamentos sobre a fiscalização de obras rodoviárias no estado, com foco especial na situação da MT-170.

infraestrutura: cenário e impactos

A controvérsia surgiu após críticas sobre a eficácia da comissão diante da rápida deterioração do asfalto na rodovia, localizada na região Noroeste. O parlamentar defendeu a gestão do colegiado e transferiu a responsabilidade pela vigilância das obras aos representantes das regiões afetadas.

Divergências sobre a fiscalização parlamentar

Ao rebater as críticas, Valmir Moretto classificou a cobrança por maior atuação da comissão como um reflexo da incompetência do deputado. Segundo o parlamentar, a fiscalização de rodovias não deve depender exclusivamente de um órgão colegiado, mas sim ser uma atribuição direta de cada representante eleito por sua respectiva base.

O deputado destacou sua própria atuação na região Oeste, afirmando que os investimentos realizados sob sua supervisão não apresentam falhas estruturais. Ele reforçou que sua postura prioriza a execução técnica em detrimento da exposição midiática, distanciando-se das falhas observadas em outras partes do território estadual.

O impasse na rodovia MT-170

A rodovia MT-170 tornou-se o centro do debate devido ao desgaste precoce do pavimento, ocorrido menos de um ano após a entrega da obra. O projeto, que recebeu aportes de aproximadamente R$ 130 milhões, é atualmente monitorado de perto pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O órgão de controle iniciou uma auditoria para verificar a qualidade dos materiais empregados e a responsabilidade das empresas envolvidas. Além disso, uma mesa técnica foi estabelecida para buscar soluções imediatas para a recuperação da via antes do início do próximo período chuvoso.

Debate interno na Assembleia Legislativa

As declarações de Valmir Moretto funcionaram como uma resposta indireta ao deputado Júlio Campos, que integra a mesma comissão. Júlio Campos havia classificado o trabalho do grupo como insuficiente, apontando que, até junho de 2026, poucas ações práticas foram efetivadas.

O clima de tensão reflete a pressão por resultados em um setor estratégico para a economia regional. Enquanto o TCE busca responsabilizar os executores da obra, o Legislativo segue dividido sobre a eficácia dos mecanismos de controle e a responsabilidade individual de cada parlamentar na gestão de recursos públicos. Para mais detalhes sobre o acompanhamento das obras, consulte o portal oficial do Tribunal de Contas do Estado.

Fonte: olhardireto.com.br

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