Brasil Contra o Crime Organizado prende 8 mil e causa rombo de R$ 1,6 bi a facções em um mês

© Policia Federal/divulgação

O Programa Brasil Contra o Crime Organizado atingiu resultados expressivos em seu primeiro mês de implementação. De acordo com o balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), as ações integradas entre forças federais, estaduais e municipais geraram um prejuízo estimado de 1,6 bilhão de reais às organizações criminosas no país.

Lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a iniciativa busca desarticular as estruturas financeiras e operacionais de facções. O esforço conjunto reflete uma nova diretriz na política de segurança pública, focada na asfixia econômica do crime e na recuperação de territórios sob influência de grupos ilícitos.

Impacto operacional e números das ações

O primeiro mês de vigência do programa foi marcado pela execução de 11 operações estratégicas em todo o território nacional. O contingente mobilizado somou 9.964 agentes de segurança, que atuaram de forma coordenada para desmantelar redes de tráfico e lavagem de dinheiro.

Os resultados práticos incluem a prisão de 7.961 acusados de envolvimento com atividades criminosas. Além disso, as forças de segurança realizaram a apreensão de 82,5 toneladas de drogas, retirando de circulação uma quantidade significativa de entorpecentes que abasteceriam o mercado ilegal.

Asfixia financeira e bloqueio de ativos

Um dos pilares centrais da estratégia é o enfraquecimento do poder financeiro das facções. O MJSP confirmou o bloqueio de 523 milhões de reais em bens e ativos pertencentes a investigados por crimes organizados, dificultando a continuidade das operações logísticas desses grupos.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que o programa não se limita a incursões policiais pontuais. O foco está na construção de uma estratégia permanente que visa fortalecer as investigações e combater o tráfico de armas e drogas de forma sistêmica.

Investimento e estratégia de longo prazo

Para sustentar as ações, o governo federal destinou um montante de 11 bilhões de reais ao programa. Esse valor é composto por 1 bilhão de reais provenientes do Orçamento da União e 10 bilhões de reais disponibilizados via empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados.

A expectativa é que o financiamento permita que as unidades federativas modernizem seus equipamentos e aprimorem a inteligência policial. A integração entre os entes federados é vista como o diferencial para garantir que o combate ao crime organizado seja contínuo e eficaz em todo o território nacional.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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