Rio de Janeiro firma acordo com Petrobras e Naturgy para reduzir preço do gás

anp/arquivo

Acordo estratégico para redução do preço do gás no Rio

O governo do estado do Rio de Janeiro formalizou um acordo estratégico com a Petrobras e a concessionária Naturgy, visando a redução dos custos do gás natural veicular (GNV) em aproximadamente 6,5%. A medida, que busca aliviar o orçamento de motoristas e consumidores, também contempla descontos no gás de cozinha e no insumo fornecido ao setor industrial.

A estimativa oficial aponta que cerca de 1,5 milhão de motoristas que utilizam o GNV serão beneficiados pela queda nos valores. O percentual exato de redução passará por um cálculo técnico detalhado, conduzido pela Naturgy e submetido à validação da Agenersa, órgão responsável pela regulação do setor no estado.

Impacto nos setores industrial e residencial

A implementação da nova tarifa depende da homologação final dos cálculos pela agência reguladora. Após a validação, a previsão é de que o gás natural destinado às indústrias apresente um recuo de 6%, enquanto o gás de cozinha para o consumidor residencial deve registrar uma queda de 2,5%.

O aditivo contratual foi homologado pela Agenersa na última quinta-feira (14). A Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar atuou como mediadora nas negociações entre a Petrobras e a concessionária, destacando o potencial da medida como uma ferramenta de política pública energética para o estado, que detém a maior parte da produção nacional de gás natural.

Contexto de mercado e produção nacional

A iniciativa surge em um cenário de volatilidade internacional, impulsionada pelo conflito no Irã e bloqueios no Estreito de Ormuz, que elevaram os preços das commodities energéticas. Embora a gasolina tenha sofrido altas significativas, o GNV apresentou comportamento distinto, registrando queda de 1,24% em abril, conforme dados do IBGE, reforçando a menor dependência do gás em relação às importações.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, tem enfatizado que o aumento da produção interna é o principal pilar para a redução dos preços. A estatal elevou sua oferta diária de gás no mercado de 29 milhões para um patamar entre 50 e 52 milhões de metros cúbicos, reforçando a estratégia de ampliar a oferta para controlar os custos ao consumidor final.

Expansão e fertilizantes

Além do impacto no transporte e nas residências, a disponibilidade de gás natural com preços mais competitivos viabilizou a reativação de fábricas de fertilizantes da Petrobras. A unidade de Camaçari, na Bahia, exemplifica como o insumo é fundamental para a produção de ureia, essencial para a agricultura nacional.

Com operações em Sergipe, Bahia e Paraná, a estatal projeta atender 20% da demanda nacional por fertilizantes. A expectativa é que, com a conclusão da unidade em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, prevista para 2029, a participação da empresa no mercado de ureia atinja 35%, reduzindo a dependência brasileira das importações do setor.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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