A Operação Mute, iniciativa estratégica do Ministério da Justiça e Segurança Pública, consolidou-se como uma das principais frentes de combate ao crime organizado dentro do sistema carcerário brasileiro. Desde outubro de 2023, a ação resultou na apreensão de 8,5 mil aparelhos celulares, retirando instrumentos de comunicação ilícita de 680 unidades prisionais vistoriadas em todo o território nacional. O esforço conjunto mobiliza policiais penais de esferas federais, estaduais e do Distrito Federal, focando na desarticulação de facções criminosas que operam a partir do interior das celas.
Balanço da Operação Mute e combate ao crime
Os dados mais recentes, divulgados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), revelam a magnitude da força-tarefa. Até o momento, a operação realizou a revista de 40.124 celas. A 11ª fase da iniciativa, iniciada em 18 de novembro, reforçou o compromisso com a fiscalização contínua, tendo atuado em 49 presídios e contabilizado, de forma preliminar, a apreensão de 534 dispositivos móveis apenas neste ciclo recente.
Investimentos em tecnologia e segurança máxima
Para além das revistas físicas, o governo federal tem direcionado recursos significativos para a modernização das estruturas prisionais por meio do projeto Padrão Segurança Máxima. Do montante total de R$ 324 milhões previstos, 57% — o equivalente a R$ 184,9 milhões — já foram aplicados na aquisição de equipamentos de ponta e viaturas. O objetivo é fortalecer a vigilância em unidades consideradas estratégicas para a segurança pública nacional.
Distribuição de equipamentos nas unidades prisionais
A estratégia de aparelhamento contempla todas as regiões do país, com a distribuição de 365 viaturas, 276 equipamentos de raio-X e 138 scanners corporais. O investimento total nestes itens soma R$ 182 milhões, divididos entre viaturas (R$ 108 milhões), raio-X (R$ 36 milhões) e scanners (R$ 38 milhões). As unidades contempladas estão distribuídas da seguinte forma: 23 no Norte, 45 no Nordeste, 15 no Centro-Oeste, 38 no Sudeste e 17 no Sul.
A iniciativa integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, que busca não apenas a apreensão de objetos proibidos, mas a imposição de um controle mais rígido sobre a comunicação interna dos detentos. A continuidade das ações da Senappen reforça a diretriz de isolar lideranças criminosas e impedir a gestão de crimes de dentro das unidades prisionais.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

