Pressão sobre Rogério Ceni cresce no Bahia após sequência negativa

Bahia TV)

O clima nos bastidores do Esporte Clube Bahia atingiu um ponto crítico após o empate em 1 a 1 contra o Grêmio, realizado no último domingo (17), na Arena Fonte Nova. O resultado, válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, ampliou o jejum da equipe para seis partidas sem vitórias, intensificando a insatisfação da torcida com o trabalho do técnico Rogério Ceni.

Crise de resultados e insatisfação da torcida

A sequência negativa, agravada por eliminações precoces na Copa do Brasil e na Libertadores, colocou o comando técnico sob forte questionamento. Manifestações de descontentamento foram registradas antes mesmo do apito inicial, com torcedores utilizando as redes sociais e o ambiente do estádio para exigir mudanças imediatas na comissão técnica.

O empate diante do Grêmio, com gols de Mateo Sanadria para o Bahia e Viery para os visitantes, não foi suficiente para apaziguar os ânimos. A frustração dos adeptos reflete um sentimento de descompasso entre o investimento realizado no elenco e o desempenho apresentado dentro das quatro linhas durante a temporada.

A defesa de Rogério Ceni sobre o trabalho

Em entrevista coletiva após o confronto, Rogério Ceni reconheceu a legitimidade da frustração dos torcedores, mas defendeu a continuidade do seu projeto. O treinador destacou que a equipe criou oportunidades suficientes para vencer, mas esbarrou na falta de efetividade, um problema recorrente nas últimas apresentações.

O técnico enfatizou que o momento é de baixa, mas ressaltou a necessidade de resiliência para reverter o cenário atual. Segundo o comandante, o grupo de jogadores mantém a confiança no processo de trabalho, apesar da pressão externa que se tornou constante nos dias de jogo.

Desabafo sobre a carreira e permanência no cargo

Ao ser questionado sobre a possibilidade de deixar o clube diante das críticas, Rogério Ceni foi enfático ao rejeitar a ideia de abandono. O treinador afirmou que sua dedicação diária, que ultrapassa 12 horas de trabalho, é movida pela paixão pela profissão e pela convicção em sua capacidade técnica.

Para o técnico, ceder às ofensas e abandonar o cargo seria um sinal de fraqueza. Ele reforçou que entende o papel do torcedor, que busca extravasar a insatisfação, mas que seu foco permanece em transformar o volume de jogo em resultados positivos para o clube. Mais informações sobre o cenário do futebol nacional podem ser acompanhadas no portal CBF.

Fonte: tvfoco.uai.com.br

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