A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) anunciou a paralisação temporária de todas as obras em vias e espaços públicos que apresentem potencial de interferência nas redes de gás. A medida, de caráter preventivo, terá duração inicial de 15 dias e visa assegurar a integridade da infraestrutura urbana após incidentes graves na capital paulista.
A decisão amplia significativamente o protocolo de segurança da estatal, que anteriormente restringia a interrupção apenas às intervenções executadas por métodos não destrutivos. Com a nova diretriz, a companhia busca realizar uma revisão completa em seus procedimentos técnicos e fluxos operacionais.
Revisão de protocolos e segurança operacional
O objetivo central desta pausa é permitir que a Sabesp reavalie seus métodos de atuação em campo. A empresa informou, por meio de nota oficial, que o período será utilizado para a elaboração de medidas adicionais de controle e mitigação de riscos, garantindo maior proteção à população e aos trabalhadores envolvidos nas obras.
A companhia reforçou que a revisão abrange desde os protocolos de segurança até a execução prática das intervenções. A intenção é evitar que novos danos ocorram em tubulações subterrâneas durante a realização de serviços de saneamento básico em áreas densamente povoadas.
Contexto da explosão no bairro do Jaguaré
A determinação da suspensão das obras foi motivada pela recente explosão no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. O incidente ocorreu na segunda-feira (11), quando uma intervenção da Sabesp atingiu uma tubulação de gás, resultando em uma explosão que causou danos severos a dezenas de residências e provocou duas mortes.
O caso gerou grande comoção e mobilizou as autoridades estaduais para a assistência aos moradores afetados. Informações detalhadas sobre o desenrolar das investigações e o impacto do acidente podem ser acompanhadas através da Agência Brasil.
Assistência e recuperação dos imóveis atingidos
Enquanto a suspensão das obras é mantida, o governo de São Paulo trabalha na recuperação das áreas impactadas. Até a manhã do dia 16, reformas já haviam sido iniciadas em 45 imóveis que sofreram avarias leves, enquanto outras 16 propriedades permanecem interditadas por questões de segurança.
Para apoiar as famílias desabrigadas ou que tiveram suas casas danificadas, o governo estadual cadastrou 589 pessoas para o recebimento de auxílio emergencial. O benefício tem como finalidade cobrir despesas imediatas dos moradores afetados pelo desastre ocorrido no bairro.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

