Diego Guimarães aponta viés eleitoreiro em pedido de CPI sobre consignados

Diego Guimarães aponta viés eleitoreiro em pedido de CPI sobre consignados

O deputado estadual Diego Guimarães classificou como eleitoreira a recente movimentação para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar supostas irregularidades em empréstimos consignados. A iniciativa é de autoria da deputada estadual Janaina Riva, figura que se posiciona como pré-candidata ao Senado e adversária do grupo político liderado pelo governador Otaviano Pivetta e pelo ex-governador Mauro Mendes.

Contexto da proposta e cronologia política

A proposta de investigação foi apresentada originalmente em 2025, contudo, não obteve o quórum necessário de assinaturas para ser formalmente instaurada. O requerimento permaneceu sem tramitação até que, a apenas 90 dias das eleições, voltou a circular entre os parlamentares da Assembleia Legislativa. A reativação do tema gerou especulações sobre a possibilidade de o documento atingir o número de apoios necessários para a abertura da apuração.

Questionamentos sobre a oportunidade da investigação

Para Diego Guimarães, o timing da manobra parlamentar é o principal indício de que o objetivo central não seria a fiscalização técnica, mas sim a conquista de espaço político. O deputado destacou que as denúncias envolvendo o funcionalismo estadual são de conhecimento público há mais de um ano, o que torna a urgência atual suspeita.

O parlamentar pontuou que a CPI pode estar sendo utilizada como uma estratégia para pautar o debate junto aos servidores públicos durante o período pré-eleitoral. Ele reiterou que, embora pretenda analisar o documento caso seja formalmente apresentado, não pretende oferecer sua assinatura se identificar motivações puramente eleitoreiras na condução do processo.

Medidas administrativas e investigações em curso

O deputado ressaltou que o Poder Executivo já adotou providências concretas para sanar as falhas apontadas no sistema de consignados. Entre as ações citadas estão a realização de auditorias internas, o afastamento de servidores envolvidos, o descredenciamento de empresas e a implementação de uma nova normativa de segurança para os empréstimos.

Além das medidas administrativas, Diego Guimarães lembrou que órgãos de controle já atuam no caso. As investigações seguem sob a supervisão do Ministério Público e da delegacia especializada, reforçando a tese de que o Estado já estaria tratando as irregularidades por meio dos canais institucionais adequados antes da nova investida parlamentar.

Fonte: olhardireto.com.br

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