O Governo de Mato Grosso oficializou uma nova estratégia para a gestão hídrica do Rio Coxipó, focada na recuperação ambiental e no controle de poluentes. A medida, formalizada por meio de uma resolução do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CEHIDRO), estabelece um cronograma de dez anos para a melhoria da qualidade das águas que atravessam a capital do estado.
Reclassificação e metas de recuperação ambiental
A norma, assinada pela secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, redefine o enquadramento dos corpos hídricos da região. O objetivo central é utilizar esses novos parâmetros como diretrizes para políticas públicas de saneamento, fiscalização e concessão de outorgas de uso da água. A atualização substitui parcialmente as regras vigentes desde 2014, adaptando a legislação ao atual cenário de crescimento urbano em Cuiabá.
O diagnóstico técnico que fundamenta a resolução destaca o contraste entre a nascente, localizada no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, e o trecho urbano. Enquanto a origem do rio mantém águas de Classe 1, o curso d’água sofre degradação progressiva ao percorrer a cidade, atingindo a Classe 4, o nível mais crítico de contaminação, antes de desaguar no Rio Cuiabá.
Impacto nos afluentes e qualidade da água
A situação de vulnerabilidade ambiental estende-se a diversos afluentes que compõem a bacia. Córregos como o Urubu, o Moinho e um afluente do Castelhano permanecem na Classe 4. O Córrego do Caju também figura entre os pontos mais críticos, apresentando elevadas cargas de matéria orgânica que comprometem a saúde do ecossistema local.
Nessa classificação, a legislação ambiental considera as águas impróprias para diversas finalidades, incluindo:
- Abastecimento público direto
- Recreação e banho
- Irrigação de hortaliças consumidas cruas
Estratégia de longo prazo para o ecossistema
A implementação das melhorias será realizada de forma gradual ao longo da próxima década. O governo estadual reconhece que a recuperação total dos trechos mais degradados, como o Córrego do Caju, exigirá esforços contínuos e investimentos em infraestrutura de saneamento básico. Para o trecho urbano do Rio Coxipó, a meta é elevar a qualidade da água em segmentos específicos, mitigando os impactos causados pelo adensamento populacional.
Além do Coxipó, a resolução abrange as bacias dos córregos Moinho, Três Barras e Gumitá. A medida busca integrar a gestão dos recursos hídricos com o planejamento urbano, garantindo que o desenvolvimento da capital ocorra em conformidade com a preservação ambiental necessária para a sustentabilidade da região. Mais informações podem ser consultadas no portal oficial do Governo de Mato Grosso.
Fonte: olhardireto.com.br


