Disputa jurídica pelo controle do Mercado Municipal
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou que pretende ingressar com uma ação na Justiça para transferir o controle do novo Mercado Municipal Miguel Sutil para a administração pública municipal. A medida visa garantir que o empreendimento, atualmente sob responsabilidade da concessionária CS Mobi Cuiabá, fique sob gestão direta da prefeitura após a conclusão das obras.
A declaração ocorreu em meio a um embate político com o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), que reivindica a autoria do projeto. Abilio Brunini ironizou a postura do antecessor, afirmando que não possui interesse em participar de uma eventual cerimônia de inauguração caso o ex-gestor esteja presente, referindo-se a ele de forma pejorativa durante a entrevista.
Exigências técnicas e a questão do Habite-se
Além do impasse político, o atual prefeito ressaltou que a inauguração do espaço está condicionada ao cumprimento de exigências legais rigorosas. Segundo Abilio Brunini, o prédio ainda não possui o documento de Habite-se, item indispensável para autorizar a ocupação e o funcionamento do local.
O prefeito enfatizou que a administração municipal aguarda a regularização documental completa antes de qualquer movimentação oficial. Para ele, a ausência dessa certificação impede que o cronograma de abertura seja definido, mantendo o status da obra como inacabado perante os órgãos de fiscalização da capital de Mato Grosso.
Andamento das obras e parceria público-privada
O Mercado Municipal é fruto de uma parceria público-privada firmada durante a gestão anterior. A CS Mobi Cuiabá é a empresa responsável pela execução, que já atingiu 85% do cronograma previsto. O projeto inclui:
- Cerca de 100 pontos comerciais.
- Praça de alimentação completa.
- Áreas destinadas a escritórios.
- Estacionamento coberto e rooftop.
A concessionária, em contrapartida, detém o direito de explorar o estacionamento rotativo na região central da cidade. O prefeito afirmou que suas críticas constantes ao projeto teriam servido como um mecanismo de “psicologia reversa”, acelerando o ritmo de trabalho da construtora nos últimos meses.
Fonte: olhardireto.com.br


