A vereadora Baixinha Giraldelli (SD) manifestou publicamente sua insatisfação com a recente movimentação política envolvendo a disputa pela presidência da Câmara Municipal. Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), a parlamentar afirmou ter sido surpreendida pela decisão do prefeito Abilio Brunini (PL) de acionar o Poder Judiciário para contestar as regras de quórum necessárias para a reeleição da vereadora Paula Calil (PL).
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A polêmica judicialização da eleição
O cerne do conflito reside na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada por Abilio Brunini junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O prefeito busca suspender a exigência de dois terços dos votos dos parlamentares para alterações no Regimento Interno, o que, na prática, facilitaria a recondução de Paula Calil ao comando da Casa, reduzindo o patamar necessário de 18 para 14 votos.
Para Baixinha Giraldelli, a intervenção externa no processo legislativo não estava prevista nas tratativas realizadas anteriormente. A vereadora ressaltou que o grupo político, composto por 14 parlamentares, havia estabelecido um cronograma interno de negociações que deveria ser respeitado sem a necessidade de interferência judicial.
Acordos políticos e expectativas do grupo
Segundo a parlamentar, o compromisso firmado entre os 14 vereadores previa que, caso Paula Calil não obtivesse os 18 votos necessários até o dia 16 de julho — data da última sessão antes do recesso —, o grupo passaria a apoiar a candidatura de Dilemário Alencar (União) para a presidência. Esse entendimento, segundo ela, foi construído sob uma base de transparência e diálogo.
A vereadora reforçou que o grupo manteve a coesão baseada na expectativa de que as regras vigentes seriam seguidas à risca. A decisão de buscar o Judiciário para alterar o quórum foi interpretada por ela como uma quebra de confiança, gerando um clima de decepção entre os membros que participaram das articulações iniciais.
Impacto na autonomia do Legislativo
A controvérsia coloca em xeque a autonomia da Câmara Municipal em resolver seus próprios processos internos. Baixinha Giraldelli questionou a necessidade de envolver tribunais em uma questão que, em sua visão, deveria ser resolvida exclusivamente pelos parlamentares através do voto e do debate político.
A parlamentar reiterou que mantém sua palavra quanto ao apoio condicionado ao cumprimento do acordo original. O desfecho dessa disputa, que agora tramita no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, deve definir não apenas o futuro da Mesa Diretora, mas também a estabilidade das alianças políticas formadas no Legislativo municipal até o final do semestre.
Fonte: olhardireto.com.br


