Legítima defesa é alegada após esfaqueamento durante briga
Uma discussão entre um homem e sua ex-companheira terminou em um episódio de violência na noite de segunda-feira, 29 de junho de 2026. O caso ocorreu em uma residência situada na Rua Sabiá, na região central de Campo Novo do Parecis, município localizado a 402 km de Cuiabá.
O desentendimento, que resultou em ferimentos por arma branca, está sendo apurado pelas autoridades locais. A dinâmica dos fatos envolve relatos conflitantes sobre o que motivou a agressão e o uso da faca durante o confronto doméstico.
Contexto da discussão e danos materiais
Segundo informações apuradas no local, o homem estava no imóvel realizando a venda de móveis. O objetivo da ação seria arrecadar recursos financeiros para custear seu retorno ao estado de Alagoas. Durante o processo de negociação e organização da mudança, o clima entre o ex-casal se deteriorou, culminando em uma discussão acalorada.
O conflito escalou quando o homem desferiu um soco contra o aparelho de televisão da casa, destruindo o equipamento. O ato de violência contra o patrimônio marcou o momento crítico da interação, servindo como estopim para a sequência de eventos que levaria ao acionamento das forças de segurança.
Alegações de agressão e a versão da defesa
Ao prestar esclarecimentos às autoridades, o homem confirmou ter atingido a televisão, mas negou intenções de ferir a mulher. Em contrapartida, a ex-companheira apresentou uma versão baseada no medo de sofrer violência física. Ela relatou aos policiais que o homem já a havia agredido anteriormente em outras ocasiões.
Diante da destruição do aparelho e do histórico de conflitos, a mulher afirmou ter se armado com uma faca como medida de proteção. Ela sustenta que agiu em legítima defesa, temendo que o ex-companheiro a atacasse fisicamente logo após o episódio com a televisão. O homem foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar para receber atendimento médico.
Investigação conduzida pela Polícia Civil
O caso foi registrado e agora segue sob investigação da Polícia Civil. Os investigadores deverão coletar depoimentos adicionais e analisar as circunstâncias para determinar se houve excesso ou se a conduta da mulher se enquadra nos requisitos legais de legítima defesa.
A perícia no local e o histórico de ocorrências envolvendo as partes serão fundamentais para o desfecho do inquérito policial. Até o momento, a identidade dos envolvidos permanece sob sigilo, conforme as diretrizes de preservação de dados em investigações criminais em curso.
Fonte: olhardireto.com.br


