A Inglaterra manteve vivo o sonho de conquistar o título mundial ao eliminar o México em um confronto eletrizante pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Mesmo atuando com um jogador a menos durante boa parte do segundo tempo, a seleção inglesa superou a pressão da torcida anfitriã no Estádio Azteca e garantiu a vitória por 3 a 2. O resultado confirma a força do elenco britânico, que agora se prepara para o próximo desafio na competição.
Desafios climáticos e início tenso no Azteca
O espetáculo no México foi marcado por um contratempo antes mesmo do apito inicial. Devido a um forte temporal acompanhado de raios que atingiu a Cidade do México, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) optou por postergar o início da partida em uma hora. A medida seguiu protocolos de segurança rigorosos, garantindo que o público e os atletas estivessem protegidos em áreas cobertas até que as condições meteorológicas permitissem o retorno ao gramado.
Quando a bola finalmente rolou, o nervosismo tomou conta dos minutos iniciais, refletido em um cartão amarelo precoce para o volante Declan Rice. Durante a maior parte do primeiro tempo, o jogo foi pautado pela intensidade física e pouca criatividade ofensiva. A exceção foi uma intervenção crucial do goleiro Jordan Pickford, que evitou o gol mexicano após uma cabeçada perigosa de Raúl Jiménez aos 14 minutos.
A explosão ofensiva antes do intervalo
A dinâmica do confronto mudou drasticamente nos 15 minutos finais da etapa inicial, transformando o cenário tático em um festival de gols. Aos 36, Jude Bellingham abriu o placar para a Inglaterra após uma jogada de contra-ataque iniciada por Pickford e construída pela direita com Buyako Saka. A vantagem foi ampliada rapidamente, quando o próprio Bellingham aproveitou uma sobra de bola na área para marcar seu segundo gol na partida.
O México, impulsionado pelo apoio das arquibancadas, reagiu antes do apito final do primeiro tempo. Aos 42 minutos, Julian Quiñones aproveitou um desvio do zagueiro Ezri Konsa para balançar as redes e diminuir a vantagem inglesa. A pressão mexicana continuou intensa nos acréscimos, com Pickford realizando uma defesa providencial em nova tentativa de Jiménez, mantendo a vantagem mínima para os visitantes.
Expulsão e decisões cruciais do VAR
O segundo tempo manteve o ritmo frenético, mas trouxe complicações severas para a Inglaterra após a expulsão do lateral Jarell Quansah. O jogador recebeu o cartão vermelho após revisão do árbitro Alireza Faghani no vídeo, que identificou uma entrada imprudente em Gallardo. A desvantagem numérica, contudo, não impediu que os ingleses ampliassem o marcador pouco depois.
Aos 12 minutos, Anthony Gordon sofreu pênalti cometido pelo goleiro Raul Rangel, convertido com precisão por Harry Kane. O México ainda respondeu com outra penalidade, desta vez cometida por Kane sobre Brian Gutiérrez, que Jiménez converteu para dar números finais ao placar. A reta final foi marcada por uma postura defensiva resiliente da Inglaterra, que resistiu à pressão final dos donos da casa para confirmar a classificação.
Caminho rumo às quartas de final
Com a classificação assegurada, a Inglaterra volta suas atenções para o próximo compromisso. A equipe enfrentará a Noruega, que eliminou o Brasil na mesma rodada, em um duelo decisivo pelas quartas de final. A partida está agendada para o próximo sábado (11), em Miami, nos Estados Unidos, onde os ingleses buscarão manter o retrospecto positivo e seguir na disputa pelo troféu.
Para o México, a eliminação representa a continuidade de um longo jejum em Copas do Mundo. Desde 1986, a seleção mexicana não consegue avançar para além das oitavas de final, acumulando frustrações diante de sua torcida. O histórico recente reforça o desafio estrutural que a equipe enfrentará para retomar o protagonismo em edições futuras do torneio mundial, conforme reportado pela Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


