Venezuelanos em Cuiabá organizam força-tarefa para enviar ajuda humanitária ao país natal

Venezuelanos em Cuiabá organizam força-tarefa para enviar ajuda humanitária ao país natal

A comunidade venezuelana residente em Cuiabá iniciou uma mobilização solidária para enviar suprimentos essenciais às vítimas dos terremotos que devastaram diversas regiões da Venezuela no final de junho. O movimento, que começou de forma espontânea entre famílias imigrantes, ganhou proporções significativas e conta hoje com o apoio de voluntários locais e empresários.

Logística e solidariedade na capital mato-grossense

O ponto central de coleta para as doações foi estabelecido em uma oficina mecânica, onde funcionários e voluntários trabalham na triagem e organização dos itens arrecadados. A iniciativa, liderada por figuras como Roslemy Del Valle Rivero Rengel, busca suprir necessidades básicas imediatas de famílias que perderam seus lares e pertences durante os desastres naturais.

A logística de transporte já está definida para garantir que a ajuda chegue ao destino final. Todo o material acumulado será enviado via terrestre até o estado do Amazonas, servindo como ponto de transbordo para a entrada dos donativos em território venezuelano. A organização do fluxo logístico reflete o compromisso dos imigrantes em manter o suporte contínuo ao seu povo.

Relatos de angústia e a busca por familiares

Para muitos imigrantes, a tragédia trouxe um componente emocional devastador, marcado pela incerteza sobre o paradeiro de parentes. Neury Tabaré, que reside na capital, descreveu os momentos de desespero ao perder o contato com seus familiares em Caracas logo após os tremores. Após dias de apreensão, a confirmação de que cunhados e sobrinhos perderam tudo intensificou o engajamento na causa humanitária.

O sentimento de impotência diante da distância é um desafio constante para quem deixou o país em busca de novas oportunidades. Segundo relatos coletados pela TV Centro América, a impossibilidade de retornar ao país natal, somada à crise humanitária agravada pelos terremotos, reforça a necessidade de manter a rede de apoio ativa, independentemente da distância geográfica.

Compromisso com a continuidade da assistência

Apesar das dificuldades logísticas e emocionais, os organizadores afirmam que não pretendem interromper as atividades de arrecadação. A mobilização, que superou as expectativas iniciais de volume e adesão, é vista como um dever moral pelos voluntários. O foco agora é garantir a regularidade do envio das doações, mantendo o suporte enquanto a situação de emergência persistir na Venezuela.

Fonte: olhardireto.com.br

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