O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), utilizou o espaço do videocast PodOlhar para rebater questionamentos sobre a condução de sua administração. Em um tom marcado pela ironia, o gestor afirmou que assume integralmente a responsabilidade pelos rumos da prefeitura, ao mesmo tempo em que refutou a ideia de que transfere culpas de problemas municipais para terceiros.
Durante a entrevista, o prefeito enfatizou que sua postura frente ao Executivo mantém o perfil fiscalizador que marcou sua trajetória como vereador. Para ele, a exposição pública de irregularidades é uma ferramenta estratégica para inibir novas práticas inadequadas dentro da máquina pública, garantindo que o controle seja exercido de forma contínua.
Responsabilidade administrativa e o combate a irregularidades
Ao ser questionado sobre a origem de falhas na gestão, Abilio Brunini ironizou a narrativa de que ele buscaria culpados externos. O prefeito relembrou episódios da gestão anterior, de Emanuel Pinheiro (MDB), para reforçar seu ponto de vista. “Eu nunca joguei para os outros as responsabilidades. Eu sempre disse que a culpa é minha”, declarou.
O gestor citou como exemplo a condução de denúncias na Secretaria Municipal de Educação. Segundo ele, foi a própria administração atual que identificou inconsistências e acionou o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Ele negou veementemente a existência de um desvio de R$ 100 milhões, classificando o valor como restos a pagar devidamente declarados nos registros oficiais.
A relação entre a gestão pública e o comportamento do cidadão
Além de tratar das contas públicas, o prefeito defendeu que a conservação da cidade exige uma parceria com a população. Ele argumentou que problemas crônicos, como o acúmulo de lixo em vias públicas e o descarte irregular de resíduos de construção civil, não dependem apenas da atuação da prefeitura, mas também da conduta dos moradores.
O prefeito também pontuou o uso das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) por pacientes que buscam apenas a emissão de atestados médicos. Para Abilio, o papel do gestor público inclui cobrar o cidadão por comportamentos que sobrecarregam os serviços essenciais, mantendo um equilíbrio entre a responsabilidade do Executivo e o dever cívico.
Transparência e o modelo de gestão em vidro
Para reforçar seu compromisso com a clareza administrativa, o prefeito destacou a estrutura física de seu gabinete, que possui paredes de vidro. A intenção, segundo ele, é simbolizar que não há segredos nas decisões tomadas pelo Executivo, permitindo que a sociedade acompanhe a movimentação e o fluxo de trabalho.
O gestor concluiu afirmando que prefere enfrentar o desgaste político de expor erros a tentar ocultar problemas sob o tapete. Segundo o prefeito, essa política de transparência inibe desvios, pois obriga os secretários e servidores a agirem com cautela, sabendo que qualquer irregularidade será levada ao conhecimento público.
Fonte: olhardireto.com.br


