Terremotos na Venezuela elevam número de mortos para 2.595
O governo da Venezuela atualizou nesta quinta-feira (2) o balanço oficial de vítimas decorrentes dos dois fortes terremotos que devastaram o país em 24 de junho. Segundo informações divulgadas pela presidente interina Delcy Rodriguez, o número de mortos subiu para 2.595, enquanto o total de feridos já ultrapassa a marca de 12 mil pessoas.
A situação humanitária permanece crítica, com esforços intensos de busca e salvamento em áreas severamente afetadas. A Agência Brasil acompanha o desdobramento da tragédia que mobiliza a comunidade internacional em uma operação de resgate sem precedentes na região.
Desaparecidos e estimativas da ONU
Embora o governo venezuelano mantenha cautela ao divulgar dados sobre pessoas não localizadas, a Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou uma estimativa alarmante. De acordo com o órgão, mais de 50 mil indivíduos ainda estão desaparecidos sob os escombros ou em áreas isoladas pelos tremores.
Dados de plataformas independentes que monitoram a crise sugerem um número de 54.518 desaparecidos, dos quais 16.114 já foram localizados. A discrepância entre os números oficiais e as estimativas internacionais reflete a dificuldade de acesso e a complexidade do cenário de destruição.
Impacto geológico e destruição em La Guaira
O desastre teve início na noite de 24 de junho, quando dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o território venezuelano com menos de um minuto de intervalo. A sequência de eventos sísmicos foi agravada por vinte réplicas que comprometeram ainda mais a integridade das estruturas remanescentes.
O estado de La Guaira, localizado nas proximidades da capital Caracas, foi o epicentro da destruição. A região sofreu com o colapso generalizado de prédios, casas e infraestruturas essenciais, transformando a paisagem local em um cenário de escombros e lama, conforme registrado por equipes de emergência no local.
Mobilização internacional e resgate
Diante da gravidade, a presidente interina Delcy Rodriguez confirmou ter recebido contatos de 72 chefes de Estado e de governo de diversas nações. O apelo por auxílio técnico foi direto: o país necessita urgentemente de equipes especializadas em salvamento para atuar nas zonas de risco.
Países como Brasil, Estados Unidos, China, México e Reino Unido já enviaram contingentes de resgatistas, além de suprimentos médicos e alimentos. A prioridade absoluta das autoridades venezuelanas, conforme declarado em coletiva de imprensa, permanece sendo a preservação de vidas humanas em meio aos escombros.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


