Medeiros projeta unificação do PL em Mato Grosso e minimiza apoios de prefeitos a Pivetta

Medeiros projeta unificação do PL em Mato Grosso e minimiza apoios de prefeitos a Pivetta

O deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Medeiros (PL), minimizou as recentes manifestações de prefeitos da sigla em favor da pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. O cenário de divisão interna ocorre em paralelo ao projeto do senador Wellington Fagundes (PL), que também busca viabilizar sua candidatura ao Palácio Paiaguás.

Gestão interna e alinhamento partidário

Segundo Medeiros, a condução das tratativas políticas está sob a responsabilidade do presidente estadual do PL, Ananias Filho. O parlamentar demonstrou confiança de que, ao final do processo de negociação, os gestores municipais seguirão a diretriz oficial definida pela legenda, consolidando o palanque do partido no estado.

“Esse é um assunto que o presidente Ananias está tocando. Eu estou cuidando da minha candidatura ao Senado. Acredito que isso vai se ajeitando e, no final, os prefeitos acabam apoiando a candidatura que o partido decidir”, afirmou o deputado. Para o parlamentar, as divergências observadas são naturais em momentos de pré-campanha e negociações de alianças.

Divergências e posicionamentos locais

O cenário de incerteza ganhou contornos públicos com declarações de lideranças como o prefeito de Rondonópolis, Claudio Ferreira. Já o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, declarou recentemente ao portal Olhar Direto que pretende manter a neutralidade na disputa estadual, defendendo inclusive que o PL reavalie a candidatura de Wellington Fagundes para compor a chapa de Pivetta.

Influência das relações institucionais

Medeiros pontuou que a relação institucional entre prefeitos e o Governo do Estado exerce influência direta sobre o comportamento eleitoral dos gestores. Muitos administradores, segundo o deputado, optam por cautela na antecipação de apoios enquanto mantêm convênios e tratativas administrativas com o Executivo estadual.

“Os prefeitos querem fechar as suas contas e ter o seu candidato. O partido vai ter que ter muita sabedoria para equacionar isso”, avaliou. Apesar dos desafios, o pré-candidato reforçou que o apoio simbólico das lideranças municipais possui peso relevante na contagem de votos e na estrutura da campanha eleitoral.

Fonte: olhardireto.com.br

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